Não houve o célebre círio fluvial de Oriximiná no rio Trombetas este ano, por causa da pandemia, mas a imagem de Santo Antônio flanou pelas águas, levada pela comunidade de várzea do Rio Cachoeiry, que celebrou o verão depois da…

Aprender mais sobre as boas práticas Lixo Zero e como aplicá-las no dia a dia, repensando hábitos de consumo e inspirando a população a enxergar os seus resíduos com dignidade é o que propõe a programação que acontecerá entre os…

Aprovado à unanimidade pela Assembleia Legislativa, o projeto de lei nº 245/2021, de autoria do Poder Executivo, dispondo sobre a denominação do Arquivo Público do Estado do Pará, em homenagem ao jurista e professor paraense Zeno Augusto de Bastos Veloso,…

Ontem duas famílias viveram momentos de terror, vítimas de assalto à mão armada por volta das 13 horas, durante passeio no Parque do Utinga, um dos lugares mais lindos de Belém e importante equipamento turístico parauara. Trata-se do oitavo roubo…

Nota CODETEM/Diocese Marajó/Instituto Peabiru

“No último dia 13 de agosto, durante audiência
pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF-PA) e Ministério Público
do Estado, em Cachoeira do Arari, Teodoro Lima havia denunciado a perseguição
de fazendeiros da região à comunidade quilombola e afirmou que ficou preso por
dois meses sem acusação formal, a mando de fazendeiros que se sentem
prejudicados pela demarcação das terras quilombolas. O líder quilombola declarou
ainda que crianças da comunidade estavam sendo presas por colher açaí em áreas
quilombolas.  Ele questionou também os prejuízos sofridos pelas famílias
quilombolas devido à expansão do plantio de arroz na região.
Nesta audiência o INCRA entregou à Comunidade de
Gurupá o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), passo
fundamental para o reconhecimento do Território Quilombola. No Marajó, há mais
de 40 comunidades, 17 das quais em Salvaterra e esta de Gurupá, em Cachoeira do
Arari, e somente duas têm o RTID. O fato é que as comunidades de Salvaterra e
Cachoeira do Arari se sentem ameaçadas pela expansão das monoculturas do arroz
e a expansão do agronegócio.
Representantes do Colegiado de Desenvolvimento
Territorial do Marajó (Codetem), da Diocese de Ponta de Pedras, da Igreja
Católica, e do Instituto Peabiru visitaram o quilombo no último dia 14 de
agosto para saber a situação em que vivem os mais de 700 moradores. A
comunidade está alarmada e pede ajuda do Ministério Público para que os direitos
da população não sejam cerceados e que haja proteção das pessoas que fazem
denúncias de discriminação e opressão.
Esse crime preocupa não somente a comunidade de
Gurupá, mas todos os que lutam em prol dos mais desfavorecidos e oprimidos, e
ofende profundamente os sentimentos de humanidade dos marajoaras e dos
paraenses. Sentimo-nos solidários com todos os quilombolas e, especialmente,
com os familiares de Teodoro.”
CODETEM (Colegiado de Desenvolvimento Territorial do
Marajó)
Diocese de Ponta de Pedras
Instituto
Peabiru

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *