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MP denunciou Hélio Gueiros Neto por feminicídio

O promotor de Justiça Edson Augusto Cardoso de Souza, do Tribunal do Júri, denunciou Hélio Gueiros Neto pelo crime de feminicídio, cometido contra sua esposa Renata Cardim Lima Gueiros, na madrugada de 27 de março de 2015, na residência do casal, em um prédio na travessa Dom Romualdo de Seixas, bairro do Umarizal, em Belém do Pará. O caso abala a sociedade paraense, vez que se trata do neto do ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal e estadual do Pará, além de ex-prefeito de Belém, Hélio Mota Gueiros.

De início, a morte foi tratada como natural, por mal súbito. Na versão de Hélio Gueiros Neto, ele dormia ao lado da esposa quando, por volta de uma hora da madrugada do dia 27 de março de 2015, sentiu-a estremecer. Telefonou para a sogra, que morava no prédio ao lado, e ambos levaram Renata à unidade de emergência da Unimed na Doca de Souza Franco, onde o médico que a atendeu constatou sua morte. O serviço de verificação de óbito expediu laudo, de responsabilidade do médico Rainero Maroja Filho(CRM 2498) e da auxiliar de necrópsia Sheylla Cristina da Silva Moy, dando como causa mortischoque hipovolêmico, hemorragia intra-abdominal, ruptura de aneurisma de aorta abdominal“. Na mesma madrugada, ele registrou um boletim de ocorrência na delegacia de polícia de São Brás, não se sabe exatamente o porquê

Mas a família de Renata, inconformada com tão precoce morte, e sabedora de maus tratos que Hélio Gueiros Neto impunha à esposa, passou a suspeitar de assassinato.  Após várias diligências – depoimentos, juntada de documentos e escuta telefônica -, o delegado José Eduardo Rollo da Silva  concluiu ser necessária a exumação do cadáver, o que foi autorizado pelo juiz criminal Flávio Sánchez Leão, à época em exercício na 1ª Vara de Inquéritos PoliciaisNo dia 07 de outubro de 2015 foi realizado exame cadavérico necroscópico no corpo de Renata. O resultado, assinado pelos médicos legistas Juvenal de Araújo Lima Júnior (CRM 3613/PA) e José Alexandre Avelar Arimatéia (CRM 6081/PA), do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, apontou morte causada por asfixia mecânica por sufocação direta.

A autoridade policial, então, indiciou Hélio Gueiros Neto pelo crime de morte e pediu sua prisão preventiva, encaminhando então o inquérito ao Judiciário. Hélio Gueiros Neto alega inocência e cerceamento de defesa

De acordo com o apurado no inquérito policial, na madrugada do crime Hélio Gueiros Neto chamou os familiares da vítima, dizendo que Renata Cardim repentinamente passara mal, não respondendo a qualquer estímulo. De imediato a mãe e irmão da jovem foram para o apartamento do casal. O irmão sustenta que, mesmo tendo acionado mais de uma vez a campainha do imóvel, para sua surpresa não foi atendido, o que o fez descer, acreditando que ela e o marido já estivessem no térreo do prédio. Como não os encontrou, voltou ao apartamento. Ao sair do elevador, deparou com o cunhado carregando a moça no ombro, pedindo ajuda. Já no hospital, as várias tentativas de reanimar Renata foram em vão. Como ela morrera em outro local, era necessário que o corpo fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal, por isso um inquérito policial foi instaurado. 

Em várias passagens do inquérito, o que se conclui é que a vida conjugal do réu e da vítima beirava a insuportabilidade. E as agressões não se restringiam ao ambiente reservado do casal, elas também eram públicas”, frisou na peça acusatória o promotor de justiça Edson Cardoso de Souza, um dos mais admirados membros do Ministério Público do Estado do Pará, que se notabilizou em âmbito internacional pelos julgamentos de enorme repercussão, conseguindo a condenação de assassinos e mandantes de crimes que chocaram a população, como os dos assassinatos do deputado João Batista; dos sindicalistas e irmãos João, Paulo e José Canuto; do também sindicalista Expedito Ribeiro e da missionária Dorothy Stang, todos motivados por conflitos fundiários e agrários.

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