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Inicia hoje, quinta-feira (4), a programação da Mostra Retrospectiva da 11ª edição do Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDOC. Além das exibições presenciais em Belém, começa oficialmente a Mostra Retrospectiva Online, que ficará disponível na plataforma AmazôniaFlix até o dia 7 de junho, ampliando o alcance das produções para espectadores de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

A plataforma faz parte uma nova etapa da retrospectiva do festival, que reúne obras exibidas durante a edição realizada entre abril e maio deste ano. A programação recoloca em circulação filmes que marcaram o evento e que abordam temas ligados às realidades sociais, ambientais, culturais e identitárias da Pan-Amazônia.

Ao todo, a retrospectiva reúne 27 produções entre curtas, médias e longas-metragens, exibidas gratuitamente até 13 de junho. Parte desse acervo também passa a compor a programação digital da AmazôniaFlix, plataforma criada para ampliar a circulação do cinema amazônico e fortalecer sua presença para além das fronteiras regionais.

Segundo a diretora do festival, Zienhe Castro, a expansão para o ambiente digital responde a uma demanda histórica por canais permanentes de difusão do audiovisual produzido na Amazônia.

“A AmazôniaFlix nasceu com a proposta de ampliar o alcance das produções amazônicas para além das fronteiras geográficas da região. Hoje, ver filmes produzidos nas Amazônias chegando a espectadores de dezenas de países demonstra a força dessas narrativas e a importância de criar canais permanentes de circulação para o nosso audiovisual”, afirma.

Zienhe Castro

Atualmente, a plataforma reúne cerca de 10 mil usuários distribuídos em mais de 40 países, estabelecendo-se como uma das principais vitrines digitais voltadas ao cinema independente produzido na região amazônica.

A mostra online disponibilizará aproximadamente 15 títulos que fizeram parte da programação oficial do festival, entre curtas, médias e longas-metragens. A proposta é ampliar o acesso a produções que frequentemente enfrentam dificuldades de distribuição nos circuitos tradicionais de exibição.

Enquanto a programação digital é aberta ao público, as sessões presenciais continuam sendo realizadas no Cine Alexandrino Moreira, localizado na Casa das Artes, em Belém. As exibições acontecem sempre a partir das 19h e seguem até o dia 13 de junho.

Entre os destaques desta etapa está a sessão especial do primeiro corte de Juliana Contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista, dirigida pelo cineasta parauara Roger Elarrat. O filme retorna às telas após a forte repercussão registrada durante a 11ª edição do Amazônia FiDOC, quando as sessões tiveram ingressos esgotados. A nova exibição está marcada para sábado (7), às 19h.

Para Zienhe Castro, a retrospectiva também representa uma oportunidade de revisitar a própria trajetória do festival e a produção audiovisual construída nos diferentes territórios amazônicos.

“Essa retrospectiva é uma oportunidade de reencontrar filmes que marcaram profundamente o público e também de reafirmar a importância de criar espaços permanentes para circulação do cinema amazônico. São obras que carregam diferentes olhares sobre os territórios da Pan-Amazônia, suas memórias, conflitos, afetos e resistências. Revisitar esses filmes é também revisitar a própria história do Amazônia FiDOC e tudo o que ele vem construindo junto aos realizadores da região”, destaca.

A programação desta semana inclui ainda duas atividades formativas gratuitas voltadas a profissionais, estudantes e interessados no setor audiovisual. A Oficina de Fotografia será ministrada por Cezar Moraes e abordará técnicas, linguagens e recursos narrativos da imagem. Já a Oficina de Roteiro para Documentário, conduzida por Felipe Cortez, será desenvolvida em quatro módulos, percorrendo etapas que vão da pesquisa à construção narrativa de projetos documentais.

O fortalecimento do circuito de exibição também é destacado pela Casa das Artes, parceira da iniciativa. Para Felipe Pamplona, técnico em Gestão Cultural – Audiovisual da instituição, a retrospectiva possui significado especial para a consolidação do cinema independente em Belém.

“Para a Fundação Cultural do Pará e para a Casa das Artes, é uma honra receber essa mostra retrospectiva, porque esse cinema foi inaugurado para o grande público justamente com o Festival Amazônia FiDOC. Agora, ele retorna com essa retrospectiva que equilibra filmes de realizadores locais e produções de outros territórios da Pan-Amazônia, com uma qualidade estética impressionante. São filmes que geralmente não são vistos em salas comerciais e que têm tudo a ver com a programação que queremos apresentar ao público”, afirma.

O Amazônia FiDOC é um espaço de formação, circulação e articulação do audiovisual amazônico. Na edição realizada entre 28 de abril e 6 de maio, o festival reuniu 134 produções de diferentes países da Pan-Amazônia, exibidas em quatro salas de cinema e espaços culturais da capital parauara. Ao longo de nove dias de programação gratuita, foram promovidas mais de 20 atividades formativas e de mercado, incluindo oficinas, debates, fóruns audiovisuais e masterclasses.

O Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDOC é realizado por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, com apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras.

Fotos: Ascom Amazônia FiDOC

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

O Útero do Mundo e a Mente que Floresce 

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