Os dirigentes do Sindicato e da Associação dos Servidores da Assembleia Legislativa festejaram o resultado da reunião de hoje com o presidente da Alepa, deputado Chicão, que também convidou para o encontro o Chefe de Gabinete da Presidência, Reginaldo Marques…

A Administração Superior do Ministério Público do Pará está empenhada em fortalecer a atuação dos promotores de justiça no arquipélago do Marajó, onde a situação de extrema pobreza, agravada pela pandemia, perpetua crimes gravíssimos como os abusos e exploração sexual…

“A Prefeitura de Belém, por meio da Comissão de Defesa Civil de Belém, informa que realizou vistoria técnica no bloco B do imóvel localizado na avenida Presidente Vargas, 762, no dia 11 de fevereiro, às 9h, em conjunto com representantes…

DEM e PSL ainda nem consumaram a fusão, prevista para outubro deste ano, mas a briga já é de foice. O ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto duelam nos bastidores pelo comando do novo…

Jornalistas fazem ato público amanhã

Os jornalistas do Diário do Pará e Diário Online decidiram continuar por tempo indeterminado a greve deflagrada
ontem.

A
adesão é de 80%. Entre as principais reivindicações estão piso salarial de R$
1.900, melhores condições de trabalho e a readmissão de um jornalista demitido
após o início das manifestações do Movimento “Jornalista Vale Mais“.



Amanhã,
às 10h, haverá ato público da Praça da República, com a presença dos
jornalistas em greve e também de profissionais que trabalham em outros veículos
de comunicação da capital. A intenção é mostrar para a sociedade os problemas
enfrentados pela categoria. O movimento é pacífico e ordeiro, tem o apoio da
Fenaj e de várias entidades classistas.

……………………………………………………………….

“Diante
do comunicado enviado ontem por email pela direção do Grupo RBA, a Comissão de
Trabalhadores do Diário do Pará e DOL responde, ponto a ponto:

1. Não precisamos
convencer ninguém a se revoltar contra a exploração e o desrespeito à dignidade
aos quais todos os trabalhadores das redações do grupo RBA são submetidos
diariamente. Porém, cerca de 90% dessas pessoas resolveram resistir a todas as formas de assédio moral, veladas ou não, e decidiram aderir
à greve iniciada ontem porque a direção desse grupo é intransigente ao ponto de
ser a única a não ter sentado para negociar piso salarial desde abril, quando
legalmente as negociações deveriam ter sido abertas. A primeira vez que
sentaram conosco foi às vésperas da greve (19/09), e isso é claramente fruto da
pressão imposta por nós. Ainda assim, esse momento revelou apenas propostas
insatisfatórias, sobre as quais falaremos melhor adiante.

2. Devemos ressaltar que antes da insurreição de
trabalhadores do Diário e do DOL a empresa estava apenas disposta a dar um
reajuste de 7%, para repor as perdas com a inflação no último ano baseado no
índice INPC. Na primeira reunião, recebemos a proposta de um aumento de R$
200,00 que elevaria o salário para R$ 1.200,00. A segunda proposta, de R$
1.300,00, foi apresentada depois, apenas por telefone, mas ainda está muito
distante do piso por nós solicitado, que é equiparação com o salário do
repórter A do jornal Liberal, cuja remuneração é aproximadamente R$1.900,00. E
se percentualmente o aumento é considerado elevado, isto é graças ao arrocho
imposto sobre nós durante os anos nos quais conseguiram nos manter calados.
 
3. Nenhum acordo coletivo de trabalho 2013/2014 foi
assinado pelo Sinjor, segundo a direção deste sindicato. Todas as negociações
continuam em andamento. Além disso, o Sertep é o Sindicato das Empresas de
Rádio e Televisão e não tem absolutamente nada a ver com o acordo entre Diário
e DOL. A direção da RBA informou em comunicado aos funcionários que na última
quinta-feira (19/09) fechou acordo coletivo em uma reunião na SRT com Sertep,
Sinjor e Ministério do Trabalho. Mas como seria possível a empresa fechar
acordo coletivo pela manhã e durante a tarde sentar para negociar com
representantes da Comissão de Trabalhadores do Diário e DOL e do sindicato sem
em nenhum momento mencionar tal acerto?


4.É um trabalho árduo propor e deflagrar
uma greve legal, após seguir todos os ritos jurídicos. Se dependesse unicamente
de nossa vontade, em detrimento à lei, entraríamos em greve logo após a
demissão do jornalista Leonardo Fernandes. O que consideramos ilegal e abusivo
é o salário e as condições de trabalho humilhantes aos quais somos todos
submetidos. O que deu sentido a esta greve foi o desrespeito histórico dessa
direção. Somente sairemos da rua após o acordo coletivo de trabalho ser fechado
entre empresa, funcionários e sindicato.
 

5. A Comissão dos Trabalhadores do Diário e DOL já
apresentou as propostas à direção e acrescenta que manter as cláusulas do
acordo anterior não contempla os anseios da categoria. Reiteramos que não houve
acordo fechado na reunião na sede da SRT. Estamos em greve, desde ontem (20) e
em estado de greve desde o último sábado (14). Não há sentido nenhum o Grupo
RBA negociar com o Sertep, entidade que não nos representa legalmente, quando
há comissão de trabalhadores e Sinjor dispostos a negociar.

6. É equivocado afirmar que a direção decidiu
elevar o piso, quando nem existe piso salarial formalizado para nós.
Paginadores, revisores e ilustradores, por exemplo, recebem valores menores,
apesar da legislação regulamentar que são todos jornalistas. O fato de a
proposta de piso ser mais alta em relação ao salário pago até então é fruto de
nossa pressão, pois antes disso não houve reajustes tão volumosos. O último
aumento, inclusive, ocorreu há cerca de um ano, depois de um abaixo-assinado
feito pelos trabalhadores (quem integrava o quadro de funcionários nesta época
lembra do episódio). Está evidente que apenas pressionando podemos vislumbrar
qualquer chance de melhoria.
 
7. A direção das empresas já deu diversas
demonstrações de que não se importa com a dignidade dos trabalhadores.
Lembram-se de quando o Diário completou 30 anos? Quantos faxineiros, repórteres
e até mesmo editores foram chamados para a festa realizada no Hangar? A nós
foram oferecidos alguns salgadinhos e refrigerantes durante o horário de
trabalho e só, enquanto um jantar de gala foi oferecido à alta sociedade. Isso
é um símbolo simples de como nós não somos recompensados por nossos esforços.
Cadeiras quebradas (trocadas no DOL por conta dessa greve anunciada e
deflagrada), banheiros sem papel higiênico (colocados no mesmo dia também),
água suja (trocaram o filtro sob nossa pressão, inclusive), equipamentos
sucateados e insuficientes também são símbolos. Quando propomos greve nossa
intenção é apenas negociar. Mas negociar é uma coisa, abrir mão de direitos
mínimos é outra.
8. A nossa greve é legal, do contrário,
nenhum trabalhador teria coragem de aderir. Abusivo foi o comportamento da
empresa quando colocou dezenas de seguranças armados na porta desde a véspera
da greve, como se fôssemos bandidos. Se estivessem sido contratados para nos
proteger até o ponto de ônibus quando saímos tarde da noite do prédio, quantos
assaltos poderiam ter sido evitados? Absurda foi a forma como esses
“seguranças” nos trataram e agrediram durante vários momentos. Tudo foi filmado
por nós, assim como por eles e estamos muito tranquilos para enfrentar qualquer
possível ação judicial.
 

9. A nossa luta política é em busca de dignidade
enquanto seres humanos. Sabemos que 100% dos repórteres queriam aderir ao
movimento, mas os 10% que não aderiram o fizeram por conta do assédio moral.
Várias reuniões foram feitas com tom de ameaça aos nossos postos de trabalho,
veladas ou não, por parte da gerência do DOL. Várias ameaças travestidas de
conselhos foram feitas por telefone e pessoalmente por editores do Diário. Em
todas as nossas negociações demonstramos flexibilidade, mas nos mantivemos
coerentes com nossas posições, ao contrário da direção do Grupo RBA. Alguns
exemplos citamos agora:

a) Sobre um de nossos pontos de pauta, a readmissão
do repórter Leonardo Fernandes, do Caderno Você, do Diário do Pará. Na presença
da “dona Cléa” (gerente do departamento de Recursos Humanos) o chefe de redação
do Diário, Gerson Nogueira, afirmou que a demissão foi mera coincidência, não
tendo nenhuma relação com nosso movimento. Teria sido graças ao “péssimo
comportamento dele durante muito tempo”. Segundo Gerson, Leonardo já teria até
sofrido advertência, o que não é verdade. Nunca nenhuma suspensão ou
advertência foi arbitrada contra esse “péssimo profissional”. Já ontem, o
diretor Francisco Melo afirmou que o problema com Leonardo é pessoal entre
Jader Filho e ele, pois durante a ocupação do prédio da RBA feita na segunda
manifestação antes da greve ele teria gritado coisas ofensivas contra a
dignidade e a honra da família Barbalho. Ora, eles também disseram poder
provar. Mas não podem, porque nesse dia todas as pessoas ali presentes gritaram
palavras de ordem como “Com mil reais eu tô no osso/ e o Jader Filho gasta isso
no almoço”. Por que só Leonardo foi retaliado? Por que há versões diferentes
para o mesmo fato?

b) Nos foi dito que Jader Filho estaria irredutível
quanto a uma possível reunião com integrantes da comissão. Foi preciso Gerson
Nogueira, uma comissão de repórteres especiais e o editor executivo Clayton
Matos sentarem com ele para convencê-lo a conversar conosco. Francisco Melo
também reiterou que está muito difícil convencer Jader Filho a negociar algumas
de nossas reivindicações. Esta segunda afirmação, inclusive, foi gravada por um
cinegrafista a serviço do Grupo RBA, que registrava o momento com a clara
intenção de nos intimidar, como se a essa altura algum manifestante tivesse
medo de mostrar o rosto. Nós estamos dispostos a flexibilizar e negociar desde
abril, e se assim tivesse sido feito, não seria necessária uma greve.
 
10. Mais uma vez reiteramos que se esta empresa se
importasse mesmo conosco, não precisaríamos estar sob sol e chuva, nos
mobilizando e perdendo horas de sono para sermos valorizados como merecemos. A
única forma de conseguir erguer a cabeça e parar de naturalizar o absurdo ao
qual somos submetidos é perder o medo de reclamar nossos direitos. Merecemos
ser recompensados com justiça por ajudar a construir o jornal mais lido do
Pará. E para que fique ainda mais nítido: Quando chegarmos a um acordo nós
cessaremos a greve, mas nunca mais deixaremos de lutar.

Comissão de Trabalhadores do Diário do Pará e DOL

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