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Dom Ionilton Lisbôa de Oliveira, o bispo do Marajó, vem sofrendo ataques injustos e sistemáticos nas redes sociais, de indivíduos contrários ao seu trabalho pastoral e à sua atuação firme na defesa dos mais pobres e vulneráveis. O Instituto de Direitos Humanos Dom Azcona e Irmã Henriqueta – IDAH e os bispos da CNBB Regional Norte2 (Pará e Amapá), por seu presidente, Dom Irineu Roman, arcebispo metropolitano de Santarém (PA); vice-presidente Dom José Maria Chaves dos Reis, bispo de Abaetetuba (PA); e secretário-geral Dom Antônio de Assis Ribeiro, bispo da Diocese de Macapá (AP), publicaram notas oficiais de solidariedade ao religioso e de repúdio aos insultos.



Em sua nota, o IDAH reconhece na missão de Dom Ionilton o testemunho autêntico do Evangelho, vivido na prática do amor, da justiça e da dignidade humana, especialmente em um território marcado por profundas desigualdades sociais e por reiteradas violações de direitos como é o arquipélago do Marajó.


Dom Ionilton tem o respeito, apoio e admiração de todos os membros do Instituto, por sua trajetória, coragem, fé e certeza de que a defesa da vida e da dignidade jamais será em vão.



A CNBB Norte 2, em sua nota, afirma que conhece e admira o zelo pastoral e sensibilidade de Dom Ionilton para com os mais pobres, seu forte espírito missionário, profundo senso de justiça, paixão pelo reino de Deus e honesta fidelidade à Igreja.



“Declaramos que ninguém tem o direito de, em nome da fidelidade a Deus, ao credo e da doutrina, atacar qualquer pessoa agredindo sua dignidade de pessoa, cidadão e servidor da Igreja. A primeira fidelidade a qual todos nós devemos é aquela de respeitar as pessoas, assim viveu e nos ensinou nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo. Quando alguém em nome da pureza doutrinal torna-se cruel e agressivo com o outro está muito distante da essência da Doutrina que é Caridade. Pois assim, diz a Palavra de Deus: O amor não pratica o mal contra o próximo, pois o amor é o pleno cumprimento da Lei. E ainda, recordemos a dura advertência de São João: Quem afirma que está na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas. Se alguém diz: Eu amo a Deus e, no entanto, odeia o seu irmão, esse tal é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê”. Quando alguém, esquecendo a pedagogia de Jesus, vem a público em nome da pureza doutrinal, derramando a própria agressividade com ares de piedade e em nome da fidelidade, está, na verdade testemunhando a sua leviandade espiritual, sem consequências éticas. Há sempre um indissolúvel vínculo entre amor e verdade, justiça e paz. Por isso não se deve em nome da justiça promover o ódio e o desprezo por ninguém”, enfatiza a nota.



Leiam os documentos na íntegra.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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