A 27ª Unidade de Conservação do Estado do Pará abrange os municípios de Jacareacanga e Novo Progresso, no sudoeste paraense. O Decreto nº 1.944/2021 foi assinado pelo governador Helder Barbalho na quinta-feira, 21, e publicado ontem (22) no Diário Oficial…

O Atlas da Dívida dos Estados Brasileiros, lançado no Fórum Internacional Tributário pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, aponta que a dívida ativa das empresas com os entes federados soma estratosféricos R$ 896,2 bilhões, significando 13,18% do PIB…

Ao abrir oficialmente o Forma Alepa/Elepa, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Chicão, destacou a importância do trabalho que vem sendo executado pela Escola do Legislativo, treinando, qualificando e atualizando gestores, vereadores e servidores públicos, que dessa forma…

Em Itupiranga, força-tarefa do Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá, Auditoria Fiscal do Trabalho, Defensoria Pública da União e Polícia Federal resgatou sete trabalhadores em condições análogas às de escravos, em duas fazendas no sudeste paraense, e prendeu…

HUJBB em meio a grave crise

Sucupira é aqui. O Hospital Universitário João de Barros Barreto, um dos mais importantes do norte, é referência para doenças infecto-contagiosas, entre elas a fibrose cística, ou mucoviscidose, doença de transmissão genética que compromete o funcionamento de várias glândulas do corpo, levando a diversas complicações infecciosas. Pois – acreditem! – o HUJBB está com uma ala totalmente reformada, com quatro leitos-dia, mas não pode internar pacientes porque houve um erro da Vigilância Sanitária do Município de Belém no documento de habilitação do atendimento. Assim, mesmo com equipamentos de última geração recém-instalados, deixa os doentes desassistidos, sofrendo,  por causa dos horrores da burocracia. Kafka perde.

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado do Pará fizeram vistoria hoje nas instalações do hospital. A procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Melina Tostes, e a promotora de Justiça Suely Cruz recomendaram à prefeitura uma solução urgente e, hoje mesmo, o Departamento de Regulação do município tratou de liberar os leitos. 

Os leitos-dia, como o nome diz, são destinados a internações apenas durante o dia, previstas no protocolo de tratamento da fibrose cística para evitar a exposição excessiva dos pacientes a ambientes contaminados, como um hospital.
Outro problema no tratamento da fibrose cística é a falta de leitos de retaguarda, em outros hospitais, para situações excepcionais em que o Barros Barreto não possa atender toda a demanda. O Ministério Público propôs ao hospital que seja feito um acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) para que a Santa Casa de Misericórdia funcione como referência e retaguarda, após treinamento de profissionais sobre o protocolo clínico da doença. A capacitação já foi agendada para o próximo mês de outubro. 

Mas os problemas não acabam aí. Recentemente, o Barros Barreto adquiriu equipamentos novos de ressonância magnética e tomografia computadorizada, por exemplo. Porém alguns equipamentos estão parados por causa de problemas legais e financeiros que o hospital enfrenta, afetado duplamente pelo corte geral de verbas da saúde e da educação (já que é um hospital universitário). Para piorar a situação dramática, a contratação de pessoal de saúde para atender a demanda enfrenta dificuldades legais.
Isso atinge em cheio o serviço de tomografia computadorizada, que está instalado mas não pode funcionar por falta de um transformador que custa R$ 3 mil. Prejudica, aliás, a capacidade de atendimento geral do hospital, cujos 23 leitos novos não podem receber pacientes enquanto não for contratado pessoal e houver mais verba para custeio. Outros 46 estão fechados para reforma, mas não poderão ser reabertos. 

É, ainda, o caso ainda das novas instalações de cirurgia, paradas por falta de profissionais de saúde.
Entre as alternativas estudadas para abrir o mais rápido possível os 23 leitos que estão prontos para funcionar, MPF e MPE tentam assegurar que a Universidade Federal do Pará e a Prefeitura de Belém cedam pessoal e verba de custeio. No momento atual do atendimento de saúde da capital paraense, com um dos hospitais de pronto-socorro fechado devido ao um incêndio, todos os leitos disponíveis são fundamentais para atender a demanda.

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