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Entre o púlpito legislativo e as trilhas amazônicas


Nesta quarta-feira, 23, em meio à sessão solene pelo Sesquicentenário do Museu Paraense Emílio Goeldi, com início às 10h, a Assembleia Legislativa vai lançar uma revista de valor histórico que mostra a influência que exercia no surgimento da instituição. Documentos da desapropriação do terreno onde foi construído o Goeldi e da fundação da instituição que originou o Museu revelam que os cinco signatários eram deputados estaduais, estudiosos, médicos, engenheiros, entre eles o então presidente da Alepa, deputado Vicente Chermont de Miranda. A Assembleia tinha, na época do Império, papel relevante não só quanto à legislação mas também na fiscalização das obras executadas em todo o Pará. 

O Museu Paraense de História Natural e Etnografia surgiu a partir da fundação da Sociedade Philomática, criada em 6 de outubro de 1866, na capital da província do Grão-Pará. Era uma associação de caráter particular e entre seus objetivos constava a criação de um museu e de uma biblioteca. Já no orçamento de 1866 a Assembléia Provincial destinou verbas para a instalação do Museu Paraense, finalmente inaugurado em 25 de março de 1871, em um pavimento do Liceu Paraense. O Parque Zoobotânico, mostra da flora e fauna amazônica e base física mais conhecida da instituição, foi construído já nos tempos da República, inaugurado em 1895 sob a direção do naturalista suíço Emílio Goeldi, que teve a parceria do botânico, também suíço, Jacques Huber, organizador do herbário do MPEG. 

Desde que assumiu a presidência da Alepa, o deputado Márcio Miranda protagonizou um verdadeiro resgate da memória do Legislativo. Procurou o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, e celebrou um convênio com a Secult e o Arquivo Público. Em 8 de outubro de 2013, criou a Comissão do Acervo Histórico da Assembléia Legislativa, implantando o Acervo Histórico, Patrimonial e Iconográfico da Casa, com a finalidade de resgatar, sistematizar e disponibilizar informações, de forma ampla, para consulta de pesquisadores e do público em geral. 

equipe do historiador Thiago Bezerra Vianna, chefiada pela diretora legislativa Dilma Antunes, fez uma busca minuciosa no verdadeiro labirinto em que se transformou o conglomerado de prédios onde funciona a Alepa e encontrou muitas peças históricas raras dentro de sacos de lixo, no porão. A documentação é inédita, nunca havia sido estudada e nem catalogada antes. Foram procurados ex-parlamentares e instituições públicas, que doaram parte de seus acervos e hoje a Assembleia tem cerca de 5 mil fotos que permitem compor um painel desde a década de 1930 até os dias atuais. 

Os frutos desse trabalho logo puderam ficar à mostra: em 24 de março de 2014, foi lançada a obra “Coletânea dos 180 anos do Poder Legislativo”. Na sequência, em junho de 2015, foi a vez da revista “Memória do Legislativo”, cuja segunda edição, em setembro do ano passado, evidenciou a importância da imigração japonesa no Pará. Já em outubro deste ano, a terceira edição teve como tema a Cabanagem, complementada com uma exposição itinerante que percorreu o Senado Federal, em Brasília, os colégios Paes de Carvalho e Rui Barbosa, em Belém.  
Agora, em um trabalho primoroso, a Comissão do Acervo Histórico da Alepa reconstituiu a trajetória do Museu Paraense Emílio Goeldi. Além da publicação da revista “Memórias do Legislativo”, a exposição “Entre o púlpito legislativo e as trilhas amazônicas” será montada no hall do Palácio Cabanagem, sede do Poder Legislativo estadual, na Cidade Velha. 

Há fotos, fac-símiles de documentos, curiosidades e artigos escritos por servidores da instituição, tais como o historiador Nelson Sanjad, a biblioteconomista Gilda Ribeiro e a especialista em arquivologia Doralice Romeiro. 

Todo o material pode ser visto de forma gratuita por qualquer pessoa interessada. E a sessão solene, no plenário Newton Miranda, também é aberta à população.

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