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Druk e o cinema de Thomas Vinterberg

Há algo de podre no reino da Dinamarca?

Com a palavra, ou melhor, com as imagens, o cineasta Thomas Vinterberg aborda o consumo de bebida alcoólica em “Druk – mais uma rodada”, que marcou presença no circuito de exibição alternativo em Belém.

No filme, os limites entre o vício e o prazer para relaxar (desligar um pouco da jornada da vida), centra o foco na classe profissional dos professores de Educação Física, Música, Psicologia e História: disciplinas que direta ou indiretamente se relacionam aos temas universais do amor, do sonho, os limites do corpo e das expectativas e falhas durante a chegada da maturidade. Um dos países que mais consome álcool no mundo, a Dinamarca chama atenção para corridas e farras de adolescentes, como é mostrado no início do filme.

O cinema de Thomas Vinterberg é conhecido pelo público a partir do movimento Dogma 95, que trouxe visibilidade para os trabalhos de Lars Von Trier, Susanne Bier, Kristian Levring, Søren Kragh-Jacobsen, entre outros. O que a princípio seria uma cartilha de mandamentos com poucos recursos e o não uso das facilidades tecnológicas do cinema contemporâneo, acabou por revelar mais tarde o descumprimento das regras iniciais propostas, o que proporcionou a evolução técnica e temática dos novos cineastas dinamarqueses.

O premiadíssimo “Festa de Família” (1998) apresenta temas espinhosos com marcação de atores excepcional para legitimar os mandamentos do movimento, no caso, as amarras estéticas e éticas da primeira fase do manifesto (somente luz natural, câmera na mão, locações naturais).

“Dogma do Amor” (2003) é um dos filmes mais criativos do realizador, pois assinala a ruptura saudável com os preceitos iniciais para construir um discurso cinematográfico livre, com as performances de Joaquin Phoenix, Claire Danes e Sean Penn. Como cenário, um futuro próximo num mundo em desequilíbrio.

Com roteiro assinado pelo mestre Von Trier, “Querida Wendy” (2004) é aquele petardo fílmico sobre a juventude e o fascínio letal do uso de armas de fogo, prática que supostamente proporcionaria coragem, autodeterminação e o prazer de eliminar pessoas como uma onda bacana, uma seleção natural. Filme forte e atualíssimo para a compreensão do avanço do armamento doméstico e a loucura que vem junto.

Em “A Caça” (2012), o diretor eleva a pressão das armadilhas normativas em sociedade e a confusão violenta que pode acabar com a vida do cidadão comum por meio de uma denúncia errada na hora errada. A fúria cega que pune e conduz o condenado ao ostracismo, castiga o personagem interpretado por Mads Mikklesen (o mesmo ator que protagoniza “Druk”) num perigoso jogo de suposições e tonalidades fascistas.

“Druk – mais uma rodada” arrebatou o Oscar de Melhor Filme Internacional. A premiação seleciona produções estrangeiras produzidas fora dos Estados Unidos com diálogos predominantemente em língua não inglesa. Prêmio justo e que merece ser visto.

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