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Declarações dos posseiros em pau D’Arco

Na sede do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, às 16h do dia 26 de maio de 2017, antes do embarque de retorno a Belém, a comitiva de deputados estaduais da Comissão de Direitos Humanos da Alepa ouviu relatos sobre o acirramento dos conflitos fundiários na região sul do Pará. 

O esvaziamento institucional do Incra SR27, que vem tendo seus recursos para investimentos em infraestrutura agrária reduzidos ano após ano, precariza as condições mínimas de subsistência dos projetos de assentamento; denunciam a proliferação de empresas de segurança armada, com utilização de pistoleiros entre os seguranças profissionais e o incremento da violência destes contra os ocupantes de áreas em litígio; reivindicam que o Estado brasileiro dê uma resposta à paralisação da reforma agrária, como forma de conter os conflitos no campo. 

A Associação dos Agricultores da Fazenda Santa Lúcia em Pau D’arco foi recentemente reativada e garante que os membros da família de Jane Júlia e Tonho, bem como seu irmão Ronaldo, conhecido como Lico, e outros acusados de crimes, eram recentes na ocupação e estavam havia menos de seis meses  na direção da entidade, tendo sido por tal motivo o afastamento da FETRAF

A Santa Lúcia tem histórico de ocupações e reintegrações de posse iniciado em 2010, quando o proprietário, Honorato Babinsky, ainda estava vivo e a fazenda estava abandonada. Ao longo das ocupações e reocupações da fazenda poucos posseiros originários resistiram nos lotes de 30 alqueires destinados para cada uma das cerca de 200 famílias que estavam no local. 

Após a última reintegração de posse, os herdeiros do proprietário tentaram retomar a área das imediações da sede, levando algumas cabeças de gado e tratando a pastagem abandonada desde a década de 2000. Nessa oportunidade foi contratada a Elmo Segurança EPP Ltda. e os barracos e pertences dos posseiros passaram a ser queimados e destruídos. 

A presença da empresa aumentou o clima de tensão na área. 

Os movimentos sociais da região temem o aumento das atividades de pistoleiros infiltrados nas empresas de segurança. 

Os familiares dos mortos se queixam de que os corpos foram tratados sem dignidade, transportados como carcaças e que o não tiveram o devido suporte. O direito de velar os corpos foi negado aos familiares pelo elevado estado de decomposição, todos com mais de 48 horas sem tratamento adequado.

Os agricultores afirmam que ainda há desaparecidos.

Uma testemunha ocular relatou a dirigentes sindicais locais que está escondida por temer por sua vida e assegura ter visto o sem-terra conhecido como Janary sair algemado do local do crime e continuar desaparecido. 

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