Publicado em: 17 de abril de 2026
A quarta-feira (15) redesenhou o cenário dos clubes paraenses na Copa Norte 2026, escancarando contrastes na trajetória de Remo e Paysandu. Eliminado com uma rodada de antecedência, o time azulino deu adeus ao torneio de forma precoce, enquanto o Papão ainda se agarra a chances matemáticas de classificação, mesmo dependendo de uma combinação de resultados. No mesmo contexto, o Águia de Marabá reafirma sua força ao garantir vaga nas semifinais com campanha consistente, ao lado do Porto Velho-RO.
Pressionado, o Remo entrou em campo sem margem para erro, mas voltou a falhar. A derrota por 2 a 1, de virada, para o Águia refletiu o desempenho de uma equipe que, mais uma vez, deixou a desejar. A eliminação precoce soa como um golpe para um clube que iniciou a competição cercado de expectativas. A condução do torneio, porém, levanta críticas: direção e comissão técnica voltaram a tratar a disputa com descaso, acumulando a segunda derrota em quatro jogos.
Faltou regularidade ao longo da campanha, e o preço foi alto. Mesmo com o maior orçamento e o elenco mais qualificado da competição, o Remo decepciona novamente seu torcedor. A prioridade declarada na Série A não apaga o vexame regional – pelo contrário, amplia a necessidade de ajustes urgentes, sobretudo diante de um cenário ainda instável também no Campeonato Brasileiro.
Do outro lado, o Paysandu segue vivo, embora em terreno delicado. Para manter chances de classificação, o time precisa vencer o Trem, em Santana (AP), na última rodada. Na quarta rodada, o Papão fez sua parte: venceu o Independência-AC por 2 a 1, mesmo com uma formação novamente desfigurada. O meia Salomoni foi decisivo ao marcar o gol da vitória.
Ainda assim, o destino bicolor não depende apenas de si. Será necessário torcer por um tropeço do Guaporé, que encara o já classificado Nacional-AM, em Manaus. Líder com autoridade, o Nacional soma 10 pontos em quatro jogos e já está garantido nas semifinais — fator que pode interferir diretamente na dinâmica da rodada final.
Com o Águia consolidado entre os quatro melhores e o Remo fora da disputa, resta ao Paysandu lutar até o fim por uma vaga difícil, mas possível. O cenário expõe, mais uma vez, a relação dos principais clubes paraenses com a competição regional — e levanta uma questão incômoda: vale renunciar a um título ao alcance em nome de prioridades maiores nas Séries A (Remo) e C (Paysandu) do Campeonato Brasileiro?
Foto em destaque: Estádio Zinho de Oliveira – Marabá-PA em 2024 (Daniel Aragão)
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista









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