Publicado em: 29 de junho de 2026
A fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026 começou neste domingo (28) com um capítulo histórico para o futebol canadense. Em Los Angeles, no SoFi Stadium, o Canadá derrotou a África do Sul por 1 a 0 graças ao gol marcado por Stephen Eustáquio nos acréscimos da partida, quando o confronto já caminhava para a prorrogação. O resultado colocou os co-anfitriões canadenses, pela primeira vez em sua história, nas oitavas de final de uma Copa do Mundo, coroando a evolução da seleção nos últimos anos e provocando enorme celebração entre os torcedores locais.
Os demais confrontos dos 16 avos de final serão disputados entre os dias 29 de junho e 3 de julho, espalhados pelos estádios dos Estados Unidos, Canadá e México.
Nesta segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), Brasil e Japão abrem a programação no NRG Stadium, em Houston, enquanto Alemanha e Paraguai jogam às 17h30 no Gillette Stadium, em Boston, e Holanda e Marrocos encerram a rodada às 22h, em Monterrey. A Alemanha guarda um certo favoritismo diante dos paraguaios, considerando-se o histórico das duas seleções – mas, claramente, os germânicos apresentam ainda uma transição geracional. O duelo entre Holanda e Marrocos tende a ser o mais emocionante e equilibrado desta fase da Copa, com duas propostas de jogo bem distintas e com um leve pêndulo para os holandeses, que fizeram já três finais de Copa do Mundo em sua história (1974, 1978 e 2010).
Na terça-feira (30), a rodada dos 16 avos de final terá três confrontos distribuídos entre os três países-sede da competição. Às 14h (horário de Brasília), no AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos, Costa do Marfim e Noruega abrem a programação em um duelo cercado de equilíbrio, apesar de os nórdicos terem grande força com seu ataque liderado por Halland. Às 18h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a França encara a Suécia carregando amplo favoritismo graças à força do elenco e ao protagonismo exercido pelos franceses. Fechando o dia, às 22h, o México recebe o Equador no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México, em uma partida que promete atmosfera intensa nas arquibancadas e razoável vantagem para os mexicanos, impulsionados pelo fator casa e pelo apoio maciço de sua torcida, embora os equatorianos tenham mostrado organização suficiente para sonhar com uma das principais surpresas desta fase eliminatória.
Na quarta-feira, 1º de julho, os Estados Unidos receberão mais três confrontos dos 16 avos de final. Às 13h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a Inglaterra enfrenta a República Democrática do Congo. Os britânicos têm, claramente, maior qualidade técnica em seu elenco, além da consistência apresentada na fase de grupos, embora os africanos tenham surpreendido ao alcançar a fase eliminatória. Às 17h, no Lumen Field, em Seattle, Bélgica e Senegal protagonizam um dos confrontos mais interessantes desta etapa do torneio, com ligeiro favoritismo para os europeus. Encerrando a programação do dia, às 21h, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, os Estados Unidos medem forças com a Bósnia e Herzegovina impulsionados pelo apoio da torcida local e pelo fator casa, fatores que colocam os norte-americanos com maiores chances de avançar.
A quinta-feira, 2 de julho, reserva dois confrontos europeus de grande apelo técnico e histórico. Às 16h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles, a Espanha enfrenta a Áustria em um duelo que coloca frente a frente a posse de bola e a qualidade técnica dos espanhóis contra a intensidade física dos austríacos. A equipe ibérica entra como favorita, sustentada pela profundidade do elenco e pelo título europeu recente. Mais tarde, às 20h, o BMO Field, em Toronto, no Canadá, será palco do aguardado encontro entre Portugal e Croácia, em uma partida que promete elevado nível técnico e equilíbrio. Os portugueses aparecem com alguma vantagem em razão do maior poder ofensivo e da qualidade individual de seus jogadores, mas os croatas carregam a experiência acumulada nas últimas duas Copas do Mundo, já na turnê de despedida de Luka Modrić.
Na sexta-feira, 3 de julho, a rodada dos 16 avos de final será encerrada com quatro confrontos. À meia-noite, no BC Place, em Vancouver, a Suíça enfrenta a Argélia em um duelo marcado pelo equilíbrio, com leve vantagem para os europeus. Às 15h, no AT&T Stadium, em Arlington, a Austrália mede forças com o Egito em uma partida sem favoritismo, colocando frente a frente duas seleções organizadas taticamente – os africanos contam com o craque Mohamed Salah. Na sequência, às 19h, o Hard Rock Stadium, em Miami, receberá o confronto entre Argentina e Cabo Verde, com amplo favoritismo para os sul-americanos. A seleção africana, contudo, já é uma das grandes surpresas da competição. Lionel Messi tem grande chance de ampliar sua artilharia, diante do goleiro cabo-verdiano e “ícone pop” Vozinha. Fechando a programação do dia, às 22h30, no Arrowhead Stadium, em Kansas City, Colômbia e Gana protagonizam um dos duelos mais equilibrados desta fase eliminatória, em uma partida que opõe a criatividade e a velocidade colombianas à força física e à intensidade do futebol ganês.
O duelo entre Brasil e Japão desperta enorme interesse por colocar frente a frente duas seleções que apresentaram estilos bastante distintos durante a primeira fase. O time brasileiro aposta na superioridade técnica individual, na velocidade pelos lados do campo e na experiência acumulada em jogos decisivos. Os japoneses, por sua vez, chegam embalados pela organização tática, pela disciplina defensiva e pela capacidade de pressionar a saída de bola adversária.
Ainda assim, a projeção aponta mais chances de vitória brasileira no Texas. A equipe comandada pela comissão técnica da Seleção chega ao mata-mata após liderar seu grupo e possui elenco mais qualificado e opções capazes de alterar o panorama da partida ao longo dos 90 minutos. Caso confirme a classificação, o Brasil enfrentará nas oitavas de final o vencedor do duelo entre Costa do Marfim e Noruega, permanecendo em uma chave considerada relativamente favorável na caminhada rumo ao hexacampeonato mundial.
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista










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