Publicado em: 28 de junho de 2026
A sexta-feira, 26 de junho, definiu os últimos classificados dos grupos G, H e I da Copa do Mundo de 2026 e confirmou uma das marcas desta edição ampliada do torneio: o equilíbrio entre seleções tradicionais e emergentes. Em três países-sede diferentes e diante de estádios lotados, seis partidas decidiram posições, vagas diretas e esperanças de avançar como melhores terceiros colocados.
Pelo Grupo I, a poderosa França confirmou sua campanha perfeita ao derrotar a Noruega por 4 a 1, em Boston, nos Estados Unidos, encerrando a fase de grupos com nove pontos e 100% de aproveitamento. Registre-se que a equipe norueguesa “abriu mão” do jogo, atuando com reservas e buscando um chaveamento, teoricamente, mais fácil. De toda sorte, a fortíssima seleção francesa dominou a partida, com direito a hat-trick de Ousmane Dembélé.
Na outra partida da chave, disputada em Toronto, no Canadá, Senegal goleou o Iraque por 5 a 0, resultado importante para manter vivas as esperanças de classificação entre os melhores terceiros colocados. Os franceses avançaram em primeiro lugar, seguidos pelos noruegueses, enquanto Senegal ficou na terceira posição e o Iraque despediu-se sem pontuar – como umas piores equipes da Copa.
No Grupo H, a Espanha confirmou o favoritismo ao derrotar o Uruguai por 1 a 0, em Guadalajara, no México, com gol de Álex Baena. O resultado assegurou a liderança espanhola da chave e decretou a eliminação da equipe sul-americana, apesar de mais uma atuação pouco convincente da seleção europeia. Pelo lado uruguaio, a derrota voltou a expor fragilidades defensivas e teve como lance decisivo uma falha do experiente goleiro Fernando Muslera, de 40 anos, que disputou sua última Copa do Mundo. A campanha celeste também foi marcada por um ambiente interno conturbado e pelas críticas ao trabalho do técnico argentino Marcelo Bielsa, cuja condução da equipe esteve no centro dos debates durante todo o torneio.
Em Houston, nos Estados Unidos, Cabo Verde e Arábia Saudita empataram sem gols em uma partida tensa e equilibrada. O resultado foi suficiente para que os africanos garantissem uma inédita classificação ao mata-mata e escrevessem um dos capítulos mais marcantes desta fase de grupos. A chave terminou com a Espanha na liderança, com sete pontos, seguida pelos cabo-verdianos, que avançaram com três. Arábia Saudita e Uruguai encerraram suas campanhas com dois pontos cada e deram adeus ao Mundial ainda na primeira fase.
O Grupo G reservou emoções até os instantes finais da rodada noturna. Em Vancouver, no Canadá, a Bélgica finalmente apresentou o futebol ofensivo que dela se esperava e goleou a Nova Zelândia por 5 a 1, assegurando a liderança da chave com cinco pontos. Ao mesmo tempo, em Seattle, nos Estados Unidos, Egito e Irã empataram em 1 a 1 em um confronto equilibrado, dramático e decidido nos detalhes, resultado que garantiu a classificação egípcia e selou a eliminação iraniana. Já nos acréscimos, o Irã chegou a marcar o gol que lhe daria a vice-liderança do grupo, mas o tento anotado pelo zagueiro Khalilzadeh foi anulado por um impedimento milimétrico. Para aumentar ainda mais o drama, no último lance da partida, os iranianos acertaram o travessão e viram escapar a vaga direta na fase seguinte por muito pouco.
A classificação final do Grupo G terminou com Bélgica e Egito empatados com cinco pontos, com os europeus levando vantagem nos critérios de desempate e ficando com o primeiro lugar. O Irã despediu-se invicto, mas os três empates em três partidas cobraram seu preço. Já a Nova Zelândia encerrou sua participação na última colocação, com apenas um ponto conquistado.
O encerramento dos grupos G, H e I deixou uma lição evidente nesta Copa de 48 seleções: tradição continua sendo importante, mas o esporte de alto nível está mudando. Enquanto França, Espanha e Bélgica confirmaram seu peso histórico, Cabo Verde e Egito provaram que o futebol mundial se tornou mais plural, competitivo e imprevisível.
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista










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