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A candidatura ao governo do Pará do pelo Partido Republicano da Ordem Social está fora de combate. Shirley, que preside o Pros estadual, brigou bravamente pela vaga, foi oficializada na convenção da sigla, no último dia 29, e chegou a ser protocolado o seu registro junto ao Tribunal Regional Eleitoral. Mas hoje ela foi obrigada a jogar a toalha. Depois de muita resistência, a troca de presidência nacional do seu partido, que agora apoia a candidatura de Lula a presidente, forçou o seu recuo e a consequente retirada do pleito majoritário. Em suas redes sociais, ela publicou um vídeo e uma nota atribuindo a renúncia a mudanças e orientações da Executiva Nacional do Partido, que não tem interesse em cargos majoritários. Ela deve concorrer a uma vaga de deputada federal, o que é permitido pela lei eleitoral.

Apesar de o prazo para registrar candidaturas já ter encerrado, os partidos podem utilizar vagas remanescentes, desde que solicitado o registro até trinta dias antes da eleição e não tenham atingido o teto máximo. No Pará, são 42 candidatos a deputado estadual e 18 a deputado federal. Shirley usará a 18ª vaga do Pros, providencialmente em aberto.

Shirley Helena não declarou bens ao Tribunal Superior Eleitoral. O vice na chapa, Ricardo Cunha, também não. O candidato ao Senado pelo Pros-PA é Paulo Castelo Branco, preso em 1999 quando era superintendente do Ibama.

Nascida em Belém, ela tem 49 anos, é pedagoga licenciada e bacharelada, graduada também em Gestão Pública, pós graduada em Gestão Educacional, MBA em Projetos e concursada da rede pública municipal de ensino em Barcarena(PA).

Eis a íntegra da nota:

“Comunico a toda população paraense minha renúncia à candidatura ao Governo do Estado, em virtude da troca da presidência da Executiva Nacional do PROS, mediante sua determinação de não ter candidato majoritário. Entendo que temos um projeto coletivo e, portanto, decidimos após reunião com meu grupo de apoio, concorrer como deputada federal. Lamento muito que a política não reconheça o trabalho já desenvolvido por nós, mas enquanto líder, tenho a obrigação de preservar o bom andamento do pleito eleitoral. Agradeço a compreensão de todos”.

Agora restam no páreo o governador Helder Barbalho (MDB, com apoio do PSDB, Cidadania, PT, PC do B, PV, PP, PSD, PDT, Republicanos, Avante, Podemos, União Brasil, DC, PTB e PSB); Zequinha Marinho (PL, coligado ao Patriota e ao PSC); Dr. Felipe (PRTB); Adolfo Neto (PSol); Cleber Rabelo (PSTU); Major Marcony (Solidariedade);  Paulo Roseira (Agir) e Sofia Couto (PMB).

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