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A Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, durante a Virada Cultural 2026, nos dias 23 e 24 de maio, receberá parte da programação da Madrugada Desvairada, evento que integra o circuito cultural de 24 horas promovido pela Prefeitura de São Paulo. Entre os convidados está o fotógrafo Alexandre Baena, curador da exposição “Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral”, em cartaz até 5 de junho no espaço Tula Pilar Ferreira da biblioteca.

Alexandre Baena participará de uma visita guiada no sábado, 23 de maio, às 16h, quando apresentará ao público o processo de construção da mostra e os registros realizados durante os Jogos Indígenas do Xingu de 2025, em Altamira, no Pará. A exposição documenta disputas esportivas, rituais e manifestações culturais de povos indígenas da região do Xingu, em imagens produzidas a partir da convivência do fotógrafo com as comunidades participantes.

O trabalho de Alexandre reúne fotografias que registram celebrações, práticas ancestrais e formas de organização coletiva de povos indígenas amazônicos, articulando documentação visual e preservação de memória.

A programação da Madrugada Desvairada transforma a Biblioteca Mário de Andrade em um espaço contínuo de atividades artísticas durante a madrugada, reunindo poesia falada, slam, música, literatura e experimentações sonoras. A proposta deste ano integra o tema “O Festival dos Festivais”, escolhido pela Virada Cultural 2026 para conectar diferentes linguagens e ocupações culturais espalhadas pela capital paulista.

Segundo Alexandre Baena, a participação no evento representa a possibilidade de ampliar o intercâmbio cultural entre diferentes regiões do país e fortalecer a visibilidade das expressões culturais amazônicas em circuitos nacionais. O fotógrafo afirmou que “é uma grande honra participar deste momento democrático e cultural que apresenta um rico intercâmbio de manifestações artísticas, plural, valorizando a presença marcante da população, os artistas em seus diferentes universos temáticos”. Ele também destacou que o público terá contato com “a disputa emocionante, que lotou a arena de Altamira no Pará, os Jogos Indígenas do Xingu em 2025”.

Ao comentar a repercussão nacional de produções culturais da Amazônia, Baena afirmou que existe um interesse crescente em compreender a diversidade cultural da região. “Uma experiência única para ser vivida dentro da pluralidade cultural que hoje vivemos no Pará, com uma riqueza cultural incrível e que tem ficado em evidência nacional após a COP30 e que precisa ser visto, sentimos essa vontade de saber cada vez mais sobre o Pará, em cada acolhida não medimos esforços para aumentar ainda mais as pontes que estamos criando e as conexões que estamos fazendo, valorizando nossas vivências e saberes”, declarou.

O fotógrafo acumula uma trajetória de circulação de exposições por diferentes regiões do país. Em 2026, seus projetos itinerantes chegaram à marca de 41 exposições realizadas nas cinco regiões brasileiras. Entre os trabalhos já apresentados estão registros da Marujada de Bragança, do Festribal de Juruti, do Círio de Nossa Senhora de Nazaré e do Sairé de Santarém.

Uma das exposições recentes do artista, “Juruti – Terra Munduruku e Muirapinima”, integrou a programação cultural da Green Zone da COP30, realizada em Belém entre 10 e 21 de novembro de 2025. Paralelamente à mostra sobre os Jogos Indígenas do Xingu em São Paulo, Baena mantém em circulação a exposição dedicada ao Sairé, em cartaz até 15 de junho na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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