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O futebol paraense viveu um fim de semana daqueles que renovam o ânimo do torcedor. Em jogos marcados por reações e viradas, Remo e Paysandu mostraram poder de recuperação para “apagar o fogo” dos adversários. No sábado (02), o clube azulino surpreendeu fora de casa pela Série A, enquanto no domingo (03), o Papão fez ótimo papel na Série C, em Belém, ambos revertendo cenários adversos.

No Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro-RJ, o Remo construiu uma vitória improvável diante do Botafogo. A equipe paraense soube explorar falhas defensivas do adversário e, com postura eficiente, encontrou espaços. A estratégia funcionou especialmente no segundo tempo, quando o jogo ganhou contornos dramáticos.

Os gols de Alef Manga e Jajá garantiram a virada, após Ferraresi abrir o placar, e deram um pouco de fôlego ao Leão na Série A. Ainda assim, o cenário segue delicado: com pouco mais de 26% de aproveitamento (2 vitórias, 5 empates e 7 derrotas, somando 11 pontos), o Remo continua na luta contra o rebaixamento, a quatro pontos de sair da zona da degola. O próximo desafio será ainda mais duro, diante do Palmeiras, líder da competição, em confronto marcado para o Mangueirão.

Se no Rio de Janeiro a vitória veio na superação, em Belém, o estádio da Curuzu foi palco de uma verdadeira montanha-russa emocional para o torcedor bicolor. O Paysandu começou em desvantagem, sofrendo dois gols em menos de 20 minutos diante do Botafogo-PB, o que parecia desenhar uma noite complicada.

Mas a reação veio ainda no primeiro tempo, com uma virada construída na base da intensidade e da eficiência ofensiva. Kleiton, Caio Mello e Ítalo recolocaram o Papão no jogo, enquanto Thayllon, já na reta final, sacramentou o placar de 4 a 2. O resultado levou o Paysandu à vice-liderança da Série C de 2026, com 11 pontos em cinco partidas, consolidando um início de campanha bastante promissor. O próximo compromisso será novamente na Curuzu, contra o Anápolis, que vem mal na competição.

As vitórias de Remo e Paysandu evidenciaram a resiliência dos atuais elencos. Em cenários distintos, ambos mostraram que é possível reescrever roteiros desfavoráveis com organização e coragem. Em um calendário exigente e competitivo, essas viradas podem representar pontos de inflexão em campanhas que ainda têm muito a se consolidar ao longo da temporada.

Foto em destaque: Paysandu 4 X Botafogo-PB 2 na Curuzu em 03.05.2026 (Rodolfo Marques)



* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista

Rodolfo Marques
Rodolfo Marques é professor universitário, jornalista e cientista político. Desde 2015, atua também como comentarista esportivo. É grande apreciador de futebol, tênis, vôlei, basquete e F-1.

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