Publicado em: 30 de abril de 2026
Uma operação de fiscalização realizada na tarde de quarta-feira (29) na região de Óbidos, no oeste do Pará, resultou na apreensão de mais de 10 quilos de skank (uma variação mais potente da maconha) em uma embarcação que seguia de Manaus para Santarém. A ação foi conduzida por equipes da Base Fluvial Integrada Candiru.
A droga estava escondida em caixas de papelão e era transportada como encomenda, estratégia usada para disfarçar o conteúdo ilícito e dificultar a identificação durante inspeções. O material foi encontrado dividido em dez tabletes, após abordagem da embarcação. A localização contou com o apoio do cão farejador Tupã, que indicou a presença da substância durante a vistoria.
Após a apreensão, o entorpecente e as informações relacionadas ao envio, incluindo dados de remetente e destinatário identificados nas embalagens, foram encaminhados à autoridade policial da própria base, onde foram adotados os procedimentos de investigação.
A interceptação aconteceu poucos dias depois de outra apreensão significativa registrada na região. No último sábado (25), equipes de segurança localizaram mais de 80 quilos de substância semelhante em uma embarcação interceptada na Base Fluvial Integrada Antônio Lemos, em Breves, no arquipélago do Marajó. Nesse caso, a droga também havia saído de Manaus, com destino a Belém, e estava distribuída em caixas, parte delas ocultada em tubos de alumínio revestidos com borracha, em uma tentativa de evitar detecção.
A ação contou com o apoio do cão farejador Jay-Z e o uso de equipamentos específicos para acessar compartimentos ocultos na embarcação. O padrão de ocultação e a repetição das rotas atestam o uso sistemático dos rios amazônicos como corredores logísticos para o tráfico de drogas.

A Secretaria de Segurança Pública avalia que os resultados recentes refletem a ampliação da presença do Estado nas vias fluviais, historicamente utilizadas para o transporte de ilícitos. O volume de drogas apreendidas se aproxima de sete toneladas desde a implantação das bases fluviais em pontos considerados estratégicos.
Atualmente, três unidades compõem o sistema de monitoramento: a Base Antônio Lemos, em funcionamento desde 2022 em Breves; a Base Candiru, ativa em Óbidos desde 2024; e a Base Baixo Tocantins, instalada em Abaetetuba em março de 2026. A atuação integrada dessas estruturas inclui abordagens, patrulhamento contínuo e operações conjuntas nas principais rotas hidroviárias do estado.
Até abril de 2026, além das mais de 6,7 toneladas de drogas apreendidas, as operações resultaram na retenção de mais de 42 toneladas de pescado irregular, apreensão de 78 armas de fogo e resgate de 147 animais silvestres. Também foram realizadas seis operações com nove prisões registradas, em ações que articulam repressão ao tráfico e combate a crimes ambientais.
Foto em destaque: Equipe da Base Fluvial Integrada Candiru e cão farejador Tupã (Divulgação)










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