Publicado em: 29 de abril de 2026
Nesta quinta-feira, 30, às 9h, o secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas, entregará uma placa em homenagem (in memoriam) a Zeno Veloso (1945 – 2021), no Arquivo Público do Pará. Depois de quatro anos de aprovação da lei pela Assembleia Legislativa, o presidente da Academia Paraense de Letras Jurídicas, professor doutor Jeferson Bacelar, conseguiu efetivar este mês, no transcurso dos 125 anos da instituição, a lei que deu o nome do grande jurista, professor, político e notário ao Arquivo Público do Estado. Para lembrar cada uma dessas facetas de Zeno, haverá palestras do desembargador do Tribunal de Justiça do Pará e membro da APLJ César Mattar Jr.; da reitora da Universidade da Amazônia e membro da Academia Paraense de Letras, Profa. Dra. Betânia Fidalgo Arroyo; da presidente da Associação dos Notários e Registradores -Anoreg-PA, Dra. Moema Belluzo; e do deputado federal Raimundo Santos.
O Arquivo Público do Pará Zeno Veloso reúne 4 milhões de registros de toda Amazônia legal e a programação comemorativa começou no dia do aniversário, 16 de abril, com a exposição “Ditadura Militar e os conflitos agrários nos documentos do DOPS”, que encerra amanhã.
A programação preparada pela Secult e o diretor do Arquivo, Leonardo Torii, tem sido intensa, com acesso livre e gratuito. No dia 17 houve oficina de preservação e conservação de documentos em suporte de papel, ministrada pelo servidor André Lima, que mostrou o trabalho de restauro e conservação de manuscritos, desde como ele chega, às vezes danificado com pragas e pela ação do tempo, até a revitalização.
Já no dia 18, a Arquivo recebeu o Prof. Dr. Karl Heinz Arenz, a Profa. Msc. Sara Suliman, a Profa. Msc. Roberta Kabá Munduruku, o Prof. Msc. João Marcelo Cunha, o Prof. Esp. Kalil Hasseb e a Profa Msc. Lívia Maia para a palestra “A riqueza documental e as possibilidades de pesquisa em História Indígena e do Indigenismo na Amazônia a partir do Arquivo Público do Estado do Pará”.
Referência nacional em Direito, intelectual e doutrinador de vanguarda, dos mais citados nos julgados do Supremo Tribunal Federal, Zeno Veloso foi diretor e cofundador do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), docente na Universidade Federal do Pará, deputado estadual, relator da Assembleia Constituinte do Pará e secretário de Estado de Justiça. Faleceu em plena pandemia e deixou um grande legado jurídico e social.
Reconhecido por seu valor histórico e cultural, o Arquivo Público do Pará Zeno Veloso já recebeu premiações que reforçam sua importância, incluindo o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1997, e o selo “Memória do Mundo”, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2010, pela preservação de documentos do período colonial.












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