0
 




No último dia 31 de março, a audiência de Gleydson Moraes Queiroz, vulgo “Cabeção”, 31 anos, assassino confesso do radialista Luizinho Costa, revelou manobras protelatórias. Ele ficou em silêncio no interrogatório e seus advogados declinaram da representação. A juíza Pamela Carneiro Lameira, da Vara Criminal de Abaetetuba, deu dez dias de prazo para habilitação de novos advogados; do contrário, a defensoria pública assumirá o caso.

Ademais, a defesa requereu a transferência dele para o presídio de Abaetetuba, com o aval da promotora de justiça, o que intrigou a juíza, já que o próprio diretor do presídio de Abaetetuba foi quem pediu para o acusado ser transferido para a penitenciária de Santa Izabel. A magistrada disse que, em razão do elevado volume de processos, ainda não apreciou o pedido e quer entender o porquê de o Ministério Público ser favorável, vez que o crime é de grande repercussão e a volta dele para a cidade pode ensejar comoção popular.

No dia 27 de maio do ano passado o executor chegou em uma motocicleta branca, entrou na rádio comunitária Guarani FM e executou com três tiros – que atingiram cabeça, costas e abdômen – o radialista, DJ e produtor de eventos Luís Augusto Carneiro Costa, enquanto apresentava seu programa ao vivo. Gleydson foi preso dois dias depois em uma lanchonete na Vila dos Cabanos, município de Barcarena, durante a Operação Antena da Lei. Confessou o crime, detalhando que trocou de roupa em um supermercado para tentar despistar as autoridades. A pistola calibre .380 e a motocicleta usadas foram apreendidas com ele, e as roupas também. Gleydson foi indiciado pelo delegado Fhillipe Lacorte Ortiz, titular da Delegacia de Homicídios de Abaetetuba, por homicídio qualificado, com os agravantes de ter sido praticado com motivo torpe e recurso que tornou impossível a defesa da vítima, e a ação penal é de competência do Tribunal do Júri. Detalhe: a viúva do radialista – coincidentemente – morreu quatro meses depois, em acidente de motocicleta em Abaetetuba.

Ao longo de quatro fases da Operação ‘Antena da Lei’ quatro envolvidos foram identificados. Em 22 de julho de 2025, a polícia prendeu em Belém Francisco Assis Rodrigues Júnior, dono da arma utilizada, e Aldo Moura Queiroz Jr., proprietário de uma empresa de eventos, tido como um dos mandantes e autores intelectuais do crime. A investigação apontou que a motivação está ligada à máfia que atua na organização de eventos na região. Já em 15 de janeiro deste ano a Polícia Civil prendeu Bruno de Souza no bairro Murucupi, em Vila dos Cabanos, Barcarena. Com ele, a polícia encontrou 8 Kg de maconha, uma pistola 9mm com numeração raspada e um veículo blindado. Ele é acusado de dar apoio logístico e suporte aos executores, além de auxiliar na ocultação de provas.

A construção da subjetividade na literatura do século XX

Anterior

Você pode gostar

Mais de Notícias

Comentários