Publicado em: 16 de março de 2026
O Conselho Federal de Enfermagem e os Conselhos Regionais de Enfermagem de todo o país, com apoio de sindicatos e instituições de ensino, realizam a Marcha da Enfermagem – Em Defesa do Piso Salarial, nesta terça-feira (17), em Brasília, A desvalorização profissional, a carga horária exaustiva e os baixos salários estão desmotivando e adoecendo mentalmente muitos profissionais, que por vezes se obrigam a jornadas duplas a fim de garantir condições mínimas de sustento. Do Pará, dois ônibus com dezenas de profissionais e estudantes de Enfermagem partiram no último sábado (14) rumo à capital federal.
O presidente do Coren-PA, Antônio Marcos Freire, informa que centenas de profissionais participam da mobilização em Brasília, a fim de garantir avanços para a categoria. “A nossa luta é legítima e necessária. O piso da Enfermagem está há três anos sem reajuste, acumulando perdas de cerca de 22% no poder de compra. Além disso, a jornada de trabalho ainda está vinculada a 44 horas semanais para o cálculo do piso”, enfatiza.
Para se ter uma ideia da baixa remuneração, um enfermeiro da assistência recebe cerca de R$ 3.900. Com os descontos, fica em torno de R$ 3.500 e não há benefícios. Por isso, muitos precisam trabalhar em dois hospitais. A Lei nº 14.434/2022 estabelece o piso salarial nacional da categoria em R$ 4.750 mensais.
A principal pauta da mobilização é a aprovação da PEC 19/2024, Proposta de Emenda à Constituição que busca garantir segurança jurídica e fontes de financiamento para o pagamento do piso salarial da Enfermagem em todo o país, assegurando que estados, municípios e instituições de saúde tenham condições de cumprir a legislação.











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