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45 anos da Feira do Som

Edgar Augusto Proença. Foto Camila Lima

A família Proença se confunde com a história do rádio, no Pará e no Brasil. Da mesma forma, o programa “Feira do Som”, há 45 anos no ar, comandado pelo jornalista Edgar Augusto Proença, faz parte do cenário musical parauara. São como irmãos siameses, não se pode separar um do outro.

Tudo começou na então PRC – 5, a Rádio Clube AM, em 1972, até 1982, quando a “Feira do Som” passou a ser transmitida pela Rádio Cidade Morena (hoje Jovem Pan), onde permaneceu até 1985. O escritor, dramaturgo e jornalista Edyr Augusto Proença, irmão de Edgar Augusto, na época aos 18 anos, foi quem criou o nome do programa, que os dois apresentavam, no início. Depois, Edgar seguiu sozinho e há 31 anos está na Rádio Cultura FM, onde estreou em 1986. 

De lá para cá, a atração já recebeu artistas nacionais como Alceu Valença, Elba Ramalho e Paulinho da Viola, entre outros de grande destaque, além de incontáveis artistas parauaras, em parte consagrados graças à divulgação do programa, que atualmente atinge também o público via TV e Portal Cultura, de segunda a sexta-feira, a partir do meio dia. 

Ícone da Comunicação e formador de várias gerações, Edgar Augusto Proença começou a trabalhar nos anos 60, aos 15 anos de idade, na Rádio Clube, sobre a qual cabem aqui parênteses. Fundada em 22 de abril de 1928 pelos pioneiros Roberto Camelier, Eriberto Pio e Edgar Proença como PRAF – A Voz do Pará, na primeira metade da década de 1930 mudou o prefixo e foi então que Edgar Proença cunhou o slogan pelo qual a emissora ficou conhecida em toda a Amazônia: PRC-5 – A voz que fala e canta para a planície. De tão forte presença na memória popular, a marca foi incorporada à razão social. Pois bem. Edgar Augusto foi o primeiro plantonista da PRC-5. Passou 15 anos lá e depois que a rádio foi vendida, junto com seus irmãos fundou a Rádio Cidade Morena, que virou Jovem Pan FM.
Edgar trabalhou nela, mas depois foi para a Rádio Cultura. Paralelamente, começou a escrever a coluna Feira do Som, com o seu indefectível bordão, no jornal Diário do Pará, e a lecionar 
radiojornalismo na Universidade Federal do Pará, onde tive a honra de ser sua aluna. 

Vida longa à Feira do Som e ao Edgar Augusto Proença!

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