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44 alarmes até aqui

Sempre quis domar o tempo e deve ser por isso que sou viciada em criar alarmes no celular. Tenho horário certinho pra tudo: acordar, meditar, estudar, tomar café, me exercitar e até pra namorar meu marido… Espremo as horas até a última gota numa tentativa ingloria de segurar a vida, talvez porque por algumas vezes senti que ela estivesse fugindo de mim…

Aos 5 anos sofri um acidente grave onde perdi muito sangue…lembro de sentir o cheiro e a temperatura dele: Jorrava vida do meu ferimento e eu não sentia medo! Num determinado momento uma leveza, nada de dor. Era só o colo seguro da minha avó Ester a caminho do pronto socorro.  Era só o não ter que acordar mais tão cedo pra ir pra escola. Era a coleção de figurinhas incompleta e o sorvete que tinha ficado pra depois… »então morrer é isso? » foi exatamente o que pensei. Acho que foi nesse dia que tive minha primeira consciência sobre a finitude e que talvez viver tivesse um certo peso porque eu estava morrendo e me sentia relaxada.

Estou na semana do meu aniversário, são 44 anos carregando Como posso o peso de estar viva. Isso passa longe de ser uma queixa, uma constatação fisiológica apenas. A vida vai pesando e a gente segue buscando maneiras de suporta-la com tudo que ela carrega, sejam bons ou maus momentos. É engraçado porque quanto mais longa a vida, somam-se as bagagens. Nossa história é uma biblioteca de Alexandria a tira colo. E isso é tão bom, e isso dói tanto alguns momentos! Que pesada a nossa rica e incomparável bagagem! 

Quanto a carregá-la, já tive mais disposição, mais pressas e urgências. Hoje assumo as rodinhas que carinhosamente as agreguei. 

Sobre o tempo, desse não desapego. Escrevo aqui sobre a égide das cobranças de meus alarmes criativos. E me levanto mais um domingo para carregar tudo o que tenho e driblar num jogo de esconde e esconde minhas duras verdades e minhas mentiras de estimação e alívio.

Viver é bom! Viver é tudo que me importa. Segue ó tempo, implacável! 

Feliz aniversário pra mim!

*segue a foto conceitual do mar visto através de um biscoito « globo”.

Duas delícias que ainda me fazem acreditar num bom futuro pra nossa gente desse Rio de Janeiro tão esculhambado…

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