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Um parauara brilhante e versátil


O Pará é mesmo um celeiro de talentos. Arieh Wagner, parauara brilhante e versátil, é um dos artistas com trabalho publicado no álbum oficial da Bienal Naifs do Brasil 2014. Antropólogo formado pela UFPA, mestre, doutor e pós-doutor pelo Programa de Língua Hebraica, Cultura e Literatura Judaica da USP, Wagner foi pesquisador visitante na Universidade Hebraica de Jerusalém e desenvolveu pesquisas sobre a presença judaica na região amazônica, buscando através desse recorte construir uma abordagem sobre processos identitários e étnicos, sobre as relações inter-religiosas, e sobre grupos minoritários tais como japoneses, judeus ou árabes, que, embora há muito inseridos na realidade amazônica, na maioria das vezes não são relacionados e associados à realidade da região. Arieh Wagner é um dos autores do roteiro do documentário O Eretz Amazônia, que conta a história dos judeus no norte do Brasil, e foi filmado em dois meses em sete cidades do Pará e do Amazonas, incluindo Belém, Óbidos, Santarém e Cametá(PA) e Manaus, Itacoatiara e Parintins(AM). Para se ter uma ideia do volume de imigração, Cametá chegou a ter uma comunidade de mais de 7 mil judeus, no final do século XIX.

Sua pesquisa de pós-doutoramento abordou grupos familiares e indivíduos isolados que acreditam descenderem de judeus forçados à conversão ao cristianismo durante o período inquisitorial no Brasil Colonial, e que hoje se organizam de diversas maneiras, buscam resgatar o suposto passado judaico de seus ancestrais, e através disso pleiteiam reconhecimento e inserção nos grupos judaicos oficiais. 

Atualmente Wagner está vinculado ao Centro de Estudos de Religiões e das Culturas Negras do Departamento de Antropologia da USP. Pesquisa diversos grupos religiosos e étnicos, promove discussões e atividades concernentes a temáticas como tolerância, relações inter-religiosas e políticas públicas.

Na foto, a obra “São Paulo”, acrílica fosca sobre madeira, de Arieh Wagner.

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