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A Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas, do Ministério da Educação, emitiu parecer recomendando a implantação do curso de Medicina da Universidade Federal do Oeste do Pará, a ser vinculado ao Instituto de Saúde Coletiva (Isco), com a oferta de 40 vagas anuais. A Comissão avaliou quatro dimensões: Recursos Humanos e Financeiros; Infraestrutura; Projeto Pedagógico; e Relação Ensino-Serviço. O MEC autorizará o curso junto à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), acentuando que tem grande relevância para a região e atenderá às necessidades de saúde, respondendo a lacunas assistenciais, principalmente na área médica.

A reitora da Ufopa, Aldenize Xavier, está animada. “Temos infraestrutura suficiente para dar início ao curso e, considerando as medidas já efetivadas pelo MEC, para viabilizar a oferta do curso de Medicina, tais como a disponibilização de trinta vagas para contratar docentes e a inclusão no novo PAC de investimento para construção do Bloco Modular Tapajós III do Campus Santarém, cuja licitação deverá ser concluída ainda em 2023, com início das obras previsto para o ano de 2024. A Ufopa atenderá tempestivamente a todas as recomendações”, afirma.

A reitora agradece o apoio dos governos federal e estadual, através da Secretaria de Estado de Saúde Pública, e da Prefeitura de Santarém, por meio de sua Secretaria Municipal de Saúde, bem como aos parlamentares da bancada estadual e federal que atuam para garantir a oferta do curso de Medicina na Ufopa. Ela ressalta ainda os esforços do Grupo de Trabalho que elaborou a proposta pedagógica do curso e coordenou a visita da Camem, e reitera que “o curso de Medicina da Ufopa, além de auxiliar na redução das assimetrias em relação ao número de médicos na região Oeste do Pará, é uma importante política pública para efetivar direitos à educação e à saúde da nossa população, o que se refletirá em melhores indicadores de desenvolvimento”.

A comissão do MEC assinala que a proposta pedagógica do curso está adequada às vigentes Diretrizes Curriculares Nacionais de Medicina (DCNs, 2014), com foco na realidade sanitária regional e ênfase nos problemas de saúde das populações urbanas, rurais e tradicionais da região Amazônica (mesorregião do Baixo Amazonas), particularmente ribeirinhos, quilombolas e indígenas, necessitando de adequações e aprimoramentos, particularmente na adoção de metodologia específica e definição de estratégias de ensino-aprendizagem a serem adotadas pelo curso e na adequação das cargas horárias dos diversos ciclos do curso, especialmente no Internato Médico.

A comissão responsável por acompanhar a proposta de implantação do curso de Medicina na Ufopa é coordenada pela docente Michelle Alves Vasconcelos (Centro Universitário Inta – Uninta) e composta pelos docentes Fernanda Vieira Rodovalho (Universidade Federal de Catalão – UFCat), Plínio José Cavalcante Monteiro (Universidade Federal do Amazonas – Ufam) e Guilherme Menezes Succi (Faculdade São Leopoldo Mandic).

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