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Nesta quinta-feira (15), o Governo do Pará, via Secretaria de Estado de Cultura, celebra o aniversário de 146 anos do Theatro da Paz e os 119 anos de nascimento do saudoso maestro Waldemar Henrique, que dirigiu e até morou no teatro, um dos mais importantes e belos cartões postais de Belém, o primeiro na Amazônia e um dos teatros-monumentos do Brasil. A programação também homenageará o compositor Carlos Gomes.

O diretor do Theatro da Paz, Edyr Augusto Proença, que é dramaturgo, jornalista e escritor com sólida carreira de 50 anos e festejado no exterior, está animado com a chance de pilotar os festejos do aniversário do Theatro da Paz e de dois grandes nomes da música, que contribuíram tanto para cultura paraense. “Waldemar Henrique pela feliz coincidência na data de aniversário, e Carlos Gomes pela compatibilidade do lançamento do livro do maestro Jonas Arraes sobre o compositor”, enfatiza Edyr Augusto.

Fundado em 1878, durante o período áureo do Ciclo da Borracha, e inspirado no Teatro Scala de Milão, o Theatro da Paz tem acústica perfeita, lustres de cristal, piso de madeiras nobres, elementos decorativos revestidos com folhas de ouro. No teto uma pintura de Domenico De Angelis retrata a mitologia greco-romana em alusão a Apolo conduzindo Afrodite e as musas das artes à Amazônia. Domenico De Angelis também é autor da tela “Últimos dias de Carlos Gomes” (1899), em parceria com Giovanni Capranesi, obra que representa o momento da morte do compositor, rodeado por personagens históricos, e que integra o acervo do Museu de Arte de Belém (Mabe). Junto do retrato de Carlos Gomes, há mais alguns elementos no quadro, como o piano do compositor e a partitura da ópera Il Guarany, uma de suas composições de maior sucesso.

O maestro Waldemar Henrique também foi diretor da Rádio Clube do Pará e do Conservatório Carlos Gomes. Compôs cerca de 200 músicas, a maioria com temas amazônicos. Seu legado é de valor indiscutível e ele é imortal da Academia Brasileira de Música.

“Nosso Theatro da Paz é o maior ícone arquitetônico, histórico e cultural do Pará. Nos dá imenso orgulho saber que comemoramos seus 146 anos de portas abertas para a população, com uma política permanentemente de acesso e formação de plateia, além do investimento continuado na manutenção de sua estrutura majestosa. Será uma linda festa que homenageará, também, dois compositores geniais que contribuíram imensamente com nossa música, nossa cultura e viveram capítulos importantes de suas vidas no palco de nosso Da Paz”, realça a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal.

A programação começa às 17h30, no Foyer do Theatro, que tem capacidade para receber até 50 pessoas, com o lançamento do livro “Tão longe e tão distante: a presença de Carlos Gomes na belle époque de Belém do Pará”, do escritor Jonas Arraes, que também é contrabaixista, compositor e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará. A obra é fruto da tese de doutorado do autor em musicologia histórica, na Universidade de Campinas-SP. Na oportunidade serão executadas canções de Carlos Gomes, pelo violonista Salomão Habib, que também é escritor e pesquisador e membro da Academia Paraense de Letras.

“A expectativa do lançamento no Salão Nobre do Theatro da Paz, o Foyer, vejo como um evento importante do ponto de vista histórico, pois Carlos Gomes recebeu muitas homenagens nesse espaço nos anos que aqui esteve, principalmente em 1882 e 1883. Além disso, lá está um busto em mármore carrara, confeccionado pelo escultor Achille Canessa, ao lado de outro busto do compositor paraense Henrique Gurjão esculpido pelo mesmo artista. Então, é muito simbólico lançar meu primeiro livro, uma obra sobre Carlos Gomes, no Theatro da Paz, no dia de seu aniversário”, conta Jonas Arraes.

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