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Tragédia anunciada em Muaná

O clima é muito tenso em Muaná, no arquipélago marajoara. A Guarda Municipal apreende madeiras transportadas em balsas e barcos pequenos, que são retiradas ilegalmente em Portel e em outros municípios do Marajó, sem documentos ou licenças ambientais para exploração e transporte. Em tese, as madeiras ficam sob custódia da Semma e são usadas na construção de pontes nas localidades. Os barqueiros se queixam de que, na maioria, são pais de família ribeirinhos que sobrevivem dessa forma, e que os agentes da Prefeitura agem com violência, quebram os barcos e algemam a tripulação, sem que tenham atribuições legais para tanto. Na quinta-feira passada, 3, cerca de cinquenta deles foram à cidade reivindicar a devolução da madeira apreendida, e filmaram o estoque. Estavam muitos nervosos. Ontem, 4, eles reuniram e ameaçaram fechar os rios locais, impedindo cargas e passageiros de Muaná e municípios vizinhos. A reunião também foi gravada em vídeos.

Por outro lado, o prefeito Eder Magalhães, o Biri, está ameaçado de morte por pessoas supostamente de Abaetetuba e de Igarapé Miri, que seriam grandes compradores da madeira ilegal. O prefeito recebeu um vídeo do vereador de Mocajuba Gabriel Lopes (Solidariedade), executado a tiros na madrugada da última segunda-feira (31), por homens em uma moto. As imagens mostram o corpo no chão, com vários ferimentos, e a mensagem “Assim termina políticos. Que se metem onde não devem se meter” (sic).  A Semma também divulgou nas redes sociais estar sofrendo ameaças. Em Nota de Esclarecimento, garante que todas as autuações são feitas dentro das normas legais e que já estão sendo tomadas providências quanto às tentativas de intimidação.

Isso só pode terminar mal, se o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, as autoridades das áreas de Segurança Pública e do Meio-Ambiente não fizerem o necessário para evitar. A exploração madeireira clandestina no arquipélago é prática antiga, predatória, e sem política ambiental ou social que atente para a situação. É mais uma mazela do lindo Marajó com índice somaliano de desenvolvimento.

Como se não bastasse, o furto de cargas transportadas em carretas que se deslocam em balsas pelos rios da região com destino a Belém é outro problema grave. Durante o percurso as carretas são esvaziadas. E grandes comércios em Muaná são abastecidos com os produtos. Não se trata de pirataria, a mercadoria é subtraída sem violência, naturalmente com a conivência de alguém. O novo superintendente da Polícia Civil no Marajó Ocidental, delegado Paulo Junqueira, passou três dias em Muaná na semana passada. Na próxima segunda-feira, 7, o governador Helder Barbalho estará em Muaná, onde vai reunir com uns oito prefeitos do Marajó e assinar ordens de serviço para obras na região.

Assistam aos vídeos e leiam a nota da Semma de Muaná.

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