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A poluição atmosférica mata sete milhões de pessoas no mundo a cada ano. Os dados são da ONU, e apontam a urgência de medidas a fim de reduzir a emissão de poluentes gerados pelo transporte. É questão de saúde pública e caminho sem volta para a melhoria na qualidade de vida nas cidades. A fluidez e a velocidade operacional representam ganho de desempenho que ajuda na eficiência ambiental e também atraem mais pessoas para o transporte público. Isso porque cada passageiro de ônibus contribui com apenas 15% das emissões de um passageiro de carro.  A renovação da frota, por outro lado, é por demais necessária, além de revisão completa do sistema. As prefeituras já podem contar com soluções tecnológicas de monitoramento do transporte público e de emissão de gás carbônico da frota, e o Brasil tem abundância de energia limpa e o potencial de captação de energia solar para gerar eletricidade, favorecendo a consolidação da mobilidade elétrica no país.

As prefeituras deveriam buscar parcerias com a Universidade Federal do Pará, que deverá deslanchar em agosto, com a volta às aulas presenciais, o “Sistema Inteligente Multimodal da Amazônia” (SIMA), no Campus Belém. Através da criação de uma usina de geração de energia fotovoltaica, a UFPA usará ônibus e barcos elétricos, sistema de armazenamento a baterias, e eletropostos de abastecimento com a energia gerada dentro da Universidade. O primeiro ônibus do projeto, totalmente elétrico, já está disponível desde o ano passado. Trata-se de um ônibus BYD, modelo Viaggio G7, da Marcopolo 1050.

O SIMA é uma parceria entre a Norte Energia, o CPqD, a ABB, a BYD, e a UFPA. Essa rede foi costurada pelo Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon), sob a coordenação da professora doutora Maria Emília Tostes, especialista no assunto. Serão dois modelos de ônibus elétricos. O urbano fará o percurso interno no Campus Guamá, e o segundo a viagem entre os campi Guamá e Castanhal. Um barco elétrico, com geração fotovoltaica própria e baterias para armazenamento, beneficiará também a comunidade ribeirinha do entorno da UFPA. Foi concebido, ainda, um sistema de gestão inteligente com comunicação wireless e armazenamento e processamento em nuvem e um modelo de negócio visando inserir os produtos gerados no mercado.

A professora doutora Maria Emília Tostes idealizou essa infraestrutura para incentivar o desenvolvimento de novas pesquisas que permitirão o aumento da produção científica na área, com o desenvolvimento, no laboratório vivo que será o projeto, de dissertações, teses e patentes. O sistema de transporte inteligente será estruturado em seis subsistemas interligados.

Graduada, mestra e doutora em Engenharia Elétrica e da Computação, Maria Emília Tostes foi diretora do Instituto de Tecnologia – ITEC/UFPA, é coordenadora do PPGEE – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e professora titular da UFPA.

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