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Sinjor-PA exige fim do assédio moral

“O Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) vem a público repudiar com veemência o tratamento desumano dispensado pela TV Record Belém, ligada à Igreja Universal, aos seus trabalhadores. 

Denúncias continuam chegando à entidade, entre elas, o descaso com a segurança dos funcionários, a precariedade da estrutura física da empresa, e, o fator agravante que envolve o comportamento autoritário do gerente administrativo da emissora, Luiz Carlos Aparecido Lopes. 

O último episódio ocorreu quarta-feira, com um motoqueiro da empresa. Enquanto aguardava a repórter que escrevia o off para que ele levasse à redação, o motoqueiro entrou no carro da reportagem para se proteger da chuva. Ao ver o fato, o gerente se aproximou para ver o que acontecia e, como de costume, ligou para o gerente de operações, reclamou o fato e pediu o afastamento do funcionário. 

Segundo relatos dos trabalhadores, é rotineira a prática arrogante e prepotente adotada por este senhor no ambiente de trabalho, como atitudes grosseiras, humilhações, intimidações e até ameaças de demissão. As pressões sofridas pelos trabalhadores da TV Record Belém são tantas que já chegam a causar estado de estresse em grande número de funcionários, com inevitável dano à sua saúde física e mental. Foi o caso da colaboradora Vânia Carrera, com mais de sete anos de casa, que foi parar no hospital, após ser humilhada injustamente pelo gerente, por precisar levar sua filha à empresa. 

Alguns empregados são discriminados e privados de conversar com os colegas no horário de trabalho, entre outras atitudes arbitrárias praticadas pelo gerente Luiz. Além disso, os colaboradores do serviço geral são proibidos de fazer café no fim de semana (um funcionário foi humilhado pelo gerente por essa questão); sem falar do ar condicionado da redação, que não foi consertado porque a empresa prestadora de serviços estava na casa do gerente, fazendo serviço particular, enquanto os funcionários trabalhavam no calor. 

A empresa muitas vezes fica sem café ou papel no banheiro porque se acaba antes o gerente não se preocupa em repor. E mais: a colaboradora da sala de operações foi proibida pelo referido gerente de conversar com os câmeras e auxiliares. Ele impedia a recepcionista grávida de sentar no sofá lá da frente. Repórter e cinegrafista devem entrar no carro no estacionamento, mesmo que esteja chovendo. Onde existe a cobertura, nem pensar. Esse gerente também já se dirigiu aos “gritos” contra uma apresentadora, jornalista da empresa, na frente de vários outros funcionários, quando ela perguntou a ele por que havia retirado o sofá do camarim. E, por fim, ele também proibiu a gravação de off dentro do UPJ, sendo que não existe sala para esse fim. 

Estes episódios vêm se repetindo de forma sistemática na emissora. Conforme relatos, já há registro de atitudes idênticas, o que causou o afastamento dos gerentes de Jornalismo e de Recursos Humanos. Agora, por se tornar insustentável a convivência, os trabalhadores pedem o desligamento de Luiz, tal como foi feito com o motoqueiro.

Vale ainda ressaltar que o Gerente de Jornalismo, Roberto Quirino, ao ser procurado pela diretora do Sindicato dos Jornalistas na emissora, Priscilla Amaral, na tentativa de defender o colega de trabalho (ainda que não seja jornalista), que segue a linha inoperante do gerente administrativo, disse que não poderia tomar qualquer atitude para evitar o afastamento do motoqueiro, já que ele não estava subordinado à sua gerência, mas que levaria o caso ao conhecimento do diretor da empresa, Paulo Batista. 

O Sindicato informa ainda que denunciará o caso ao Ministério Público do Trabalho e à Superintendência Regional do Trabalho, solicitando que sejam tomadas as providências cabíveis sobre os fatos. E hoje mesmo irá protocolar na TV um pedido de demissão desse gerente. 

É importante ressaltar que, após receber várias denúncias de casos de assédio moral na empresa, os dirigentes da entidade reuniram por duas vezes com a direção da empresa para exigir condições dignas de trabalho e o fim dessa prática ilegal, mas até o momento nenhuma providência foi tomada. 

O Sinjor-PA repudia o comportamento truculento e desumano do gerente Luiz Lopes, desaprova os atos da empresa em manter tal pessoa em um cargo como esse e reafirma sua posição de condenar toda e qualquer atitude autoritária que fira os direitos dos trabalhadores e reforça que continuará pressionando as empresas de comunicação para coibir a intimidação contra os jornalistas. 

O Sinjor permanecerá vigilante sobre casos de violações dos direitos e assédio moral contra os trabalhadores, por considerar inadmissível que a patronal feche os olhos para aqueles que, de fato, carregam nas costas a responsabilidade de promover a emissora, colocando-a, segundo ela mesma afirma, entre as que possuem maior índice de audiência no Estado. 

Por fim, hoje o Sinjor-PA e os jornalistas da TV estão de luto para demonstrar sua indignação diante de atos tão desumanos de quem prega o amor. Esta entidade sindical ainda buscará um entendimento com a empresa, mas deixa claro: trabalhador merece respeito e os gerentes dessa emissora, ligada à igreja, precisam rever seus conceitos sobre relações interpessoais, para compreenderem como se deve tratar seus colaboradores.
Assédio moral é crime. Denuncie!”

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