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Selvageria do trânsito e o extermínio de ciclistas

O trânsito continua matando mais do que muitas guerras. A administradora Gina Barbosa Calzavara, coordenadora dos bosquinhos da Universidade Federal do Pará, fez uma emocionante homenagem à memória do jovem Jean Serique Lameira, esportista do ciclismo e que também usava bicicleta como meio de transporte, morto por atropelamento, recentemente. Gina também provoca a reflexão sobre as vidas perdidas em razão da selvageria no trânsito e a necessidade de a sociedade se mobilizar e transformar essa realidade. Eis o seu texto:

“A violência no trânsito na Região Metropolitana de Belém arrancou ontem a vida do administrador, ciclista, meu primeiro aluno bolsista na UFPA e amigo, Jean Serique Lameira.

Trabalhamos juntos por 2 anos e ele ajudou a transformar queixas recorrentes dos alunos sobre carência de carteiras nas salas de aula, no Programa Oficinas Itinerantes Ações Proativas em Favor das Atividades Fins da UFPA, premiado no Concurso Nacional de Experiências Inovadoras, em 1998. Convivi intensamente com o Jean durante os últimos anos de sua vida acadêmica. Uma pessoa simples, fraterna, sorridente, leal, resiliente… Ele não se deixava abalar pelo cotidiano da vida vivida. Certa vez presenteou minha mãe com duas gatinhas abandonadas (irmãs) que deu o nome de Aculí e Acolá, que ficaram na família Calzavara por mais de 15 anos.

Ele esteve nos bosques sustentáveis de bicicleta matando as saudades do campus da UFPA, antes da pandemia, e nos abraçamos, rimos, atualizamos os papos. Adorou os bosquinhos e estava o mesmo de sempre e muito feliz. Enquanto ele era nosso bolsista eu tinha pavor que ele fosse assaltado por conta da bicicleta, seu meio de transporte escolhido, mas nunca cogitei perdê-lo para o trânsito caótico de Belém.

Hoje os alunos ciclistas da UFPA são a minha preocupação. Peço que usem itens de segurança, que redobrem a atenção, falo nas famílias se algo acontecer com eles… Agora os atropelamentos constantes são a tragédia diária no cotidiano dos ciclistas da capital paraense.

Alguma coisa precisa ser feita; não sei ainda como podemos ajudar, mas não posso continuar lutando pela instalação de bicicletários e ciclovias na cidade universitária, enquanto vidas são arrancadas estupidamente pelo trânsito da capital, pois o excesso de velocidade e desrespeito aos ciclistas também acontecem dentro do campus do Guamá, que deveria ser uma cidade sustentável e modelo de cidadania.

Administradora Gina Barbosa Calzavara”

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