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Pesquei esta foto na página do Museu da Cidade de Alenquer no Facebook, administrada pelo procurador de justiça aposentado Ismaelino Valente, de tradicional família local. Sebastião Tapajós, violonista de renome internacional, formado pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal, que estudou guitarra com Emilio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica, na Espanha, dedilhando o violão com Gonzaga Blantez, cantor e compositor paraense radicado em Manaus há mais de trinta anos, que construiu carreira fundamentada nas tradições culturais amazônicas e emplacou sua música Curió do Bico Doce” na novela A Força do Querer, como tema da personagem Ritinha.

Vou falar de orelhada, mas, ao que parece, Sebastião Tapajós vai surpreender seus fãs – entre os quais estou incluidíssima – enveredando pelo Beiradão, ritmo que toca nas “sedes” das cidades do interior e que começou na época áurea da borracha, por volta de 1950, quando viajantes frequentavam festas em bares e flutuantes nas margens dos rios e esses lugares eram chamados de Beiradão. Naquele tempo, a turma ouvia jazz e merengue na frequência AM, a única que funcionava nas rádios amazônicas, pegava a influência caribenha e deu nisso.

Agora, o detalhe é que os dois músicos são alenquerenses, controvérsias à parte. Sabá tem fama de ser santareno. Mas seus conterrâneos ximangos contam que ele nasceu no “Vira-Volta” e foi registrado em Santarém, onde, por sinal, é endeusado. Outros juram que o gênio do violão na verdade nasceu no Vira-Volta indo do sítio Primavera (Alenquer) para Santarém com sua mãe em trabalho de parto em pleno rio Amazonas. E que se assim for, Bazinho deveria se chamar Sebastião Amazonas e não Tapajós. Ora, ora…
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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