A 27ª Unidade de Conservação do Estado do Pará abrange os municípios de Jacareacanga e Novo Progresso, no sudoeste paraense. O Decreto nº 1.944/2021 foi assinado pelo governador Helder Barbalho na quinta-feira, 21, e publicado ontem (22) no Diário Oficial…

O Atlas da Dívida dos Estados Brasileiros, lançado no Fórum Internacional Tributário pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, aponta que a dívida ativa das empresas com os entes federados soma estratosféricos R$ 896,2 bilhões, significando 13,18% do PIB…

Ao abrir oficialmente o Forma Alepa/Elepa, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Chicão, destacou a importância do trabalho que vem sendo executado pela Escola do Legislativo, treinando, qualificando e atualizando gestores, vereadores e servidores públicos, que dessa forma…

Em Itupiranga, força-tarefa do Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá, Auditoria Fiscal do Trabalho, Defensoria Pública da União e Polícia Federal resgatou sete trabalhadores em condições análogas às de escravos, em duas fazendas no sudeste paraense, e prendeu…

Sebastianismo

4 de agosto de 1578.

Na Planície de Alcácer-Quibir, na África, trava-se uma das maiores batalhas portuguesas contra os mulçumanos. Os portugueses sofrem fragorosa derrota e seu rei, D. Sebastião, nela perece. Mas seu corpo não foi encontrado…
Abre-se uma crise na sucessão do trono português, que acaba sendo ocupado por Felipe, da Espanha. E Portugal e todas as suas colônias, inclusive o Brasil, passaram a ser governados pelos reis espanhóis, no período de 1580 a 1640.
Mas, como o corpo não foi encontrado, muitos portugueses acreditaram que o Rei Sebastião ainda vivia e que retornaria para salvá-los do jugo espanhol. Nascia, assim, o Sebastianismo.

H H H

Esta espera pela figura do “salvador da pátria” estendeu-se ao Brasil e, em particular, ao Norte do País, principalmente na área que compreende parte do litoral do Maranhão e do Pará. Da Ilha dos Lençóis, no Maranhão, às praias paraenses do litoral, há muitos lugares nos quais está viva a lenda do Rei D. Sebastião. Sua presença é também marcante nos cultos afro-brasileiros, nos quais é cultuado dia 20 de janeiro.
A crença reza que, ao desaparecer na Batalha de Alcácer-Quibir, o Rei D. Sebastião foi encantado e ficou reinando um reino igualmente encantado que se localiza justamente no litoral do Maranhão e Pará.
Segundo Anaíza Vergolino-Henry , no artigo São Sebastião, o Santo, o Orixá e o rei-fidalgo encantado, na tradição religiosa jêje-nagô, de São Luis e Belém, canta-se o seguinte :
Rei, Rei, Rei Sebastião
Rei, Rei, Rei Sebastião
Se desencantar Lençol
Vai abaixo o Maranhão

Roberto Machado e Paulo Baiano, no CD A Lenda do Rei Sebastião, registraram pequena variação no Tambor de Mina :
Rei, ê Rei, Rei Sebastião
Rei, ê Rei, Rei Sebastião
Quem desencantar Lençol
Vai abaixo o Maranhão

H H H

No litoral paraense há acidentes geográficos identificados e incorporados à Lenda do Rei Sebastião, como por exemplo a Ilha de Maiandeua, no Município de Maracanã, que é encantada e em seu interior possui um lago onde mora uma princesa igualmente encantada e que é filha do Rei Sebastião. Também a Ilha de Fortaleza (ou Ilha do Rei Sabá, como também é chamada), no Município de São João de Pirabas, apresenta a famosa Pedra do Rei Sabá, que se tornou objeto de culto religioso, principalmente depois que a prefeitura daquele Município mandou erguer estátuas de quatro entidades do culto afro-brasileiro: Mariana, Iemanjá, Jarina e Zé Raimundo, inauguradas dia 20 de janeiro de 2002.

H H H

Pescadores da região contam muitas histórias relacionadas ao Sebastianismo, das quais recolhemos a seguinte, ouvida em 1997 de Francisco Rodrigues da Silva, mais conhecido por “Velho”, há época contando 76 anos.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

0 resposta em “Sebastianismo”