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Reencontro com a história nos 150 anos do MPEG



Em meados do século XIX, na então Província do Grão-Pará, entusiastas das ideias liberais e do republicanismo reivindicaram um Museu de História Natural em Belém. O movimento tinha muitos representantes na Assembleia Provincial, dentre eles os deputados Joaquim Pedro Corrêa de Freitas e José Joaquim de Assis, autores do projeto que aditou à Lei do Orçamento da Província 600 mil-réis destinados a criar o Museu, em 1862. Quatro anos mais tarde, no Palácio do Governo, foi realizada a primeira reunião da Associação Philomática, organização particular de apoiadores da ciência que foi a base para a fundação, em 6 de outubro de 1866, do Museu Paraense que, nos anos seguintes, em meio a transformações na governança da região Norte e do País, se integrou à estrutura do Estado do Grão-Pará, em 1871, e quase desapareceu, no ocaso da Monarquia. A retomada, já na República, se deu com a contratação do naturalista suíço Emílio Goeldi, que idealizou a estrutura atual da instituição. Sob sua gestão, e com a contribuição do botânico suíço Jacques Huber, foi inaugurado o Parque Zoobotânico, mostra da fauna e flora amazônicas em pleno centro da cidade e até hoje um dos pontos turísticos mais visitados em Belém. Em função da contribuição decisiva de Emílio Goeldi (1859-1871) no episódio do Contestado do Amapá, a instituição leva seu nome. Este capítulo da história do Pará e do Brasil está contado na terceira edição da revista “Memórias do Legislativo”, alusiva aos 150 anos do Museu Goeldi, lançada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Márcio Miranda, durante sessão solene de iniciativa do 1º vice-presidente da Casa, deputado Fernando Coimbra, e aprovada à unanimidade.


A publicação, fruto do trabalho entrosado da Comissão de Acervo Histórico da Alepa e da Coordenação de Comunicação e Documentação do Museu Goeldi, traz fotos, fac-símiles de documentos originais e curiosidades sobre a sesquicentenária instituição de ciência e sua relação com o Legislativo. Por exemplo: o prédio onde hoje funciona o colégio estadual Paes de Carvalho foi o primeiro estabelecimento a abrigar o Goeldi. Os deputados José Ferreira Cantão, Visconde do Arari, Américo Marques Santa Rosa e Vicente Chermont de Miranda, entre outros, além de se ocuparem com os assuntos do Museu, fizeram parte do seu quadro científico. E há 170 anos a tribuna do poder Legislativo foi ocupada por um dos maiores intelectuais paraenses, Felipe Patroni, para defender a reforma educacional no Pará, tema efervescente na atualidade. 


O reencontro com a história foi enfatizado no pronunciamento do deputado Márcio Miranda, que salientou o quanto as trajetórias das duas instituições se cruzam e influenciam, desde os tempos do Império. A tiragem inicial da revista é de dois mil exemplares, que serão distribuídos aos museus, escolas da rede pública, prefeituras e câmaras municipais do Pará. Uma exposição de painéis com imagens históricas do MPEG está aberta ao público no hall de entrada da Assembleia, que também condecorou com o título de Honra ao Mérito quinze personalidades do Museu Goeldi: a arquivista Doralice Romeiro, a técnica em cultura material Suzana Primo dos Santos, o taxidermista Manoel Santa Brígida, a doutora Benedita Barros, o educador Luiz Videira, a engenheira florestal Vera Bastos, o designer de maquetes e cenários Davi Melo, a ecóloga professora doutora Ima Vieira, a antropóloga Lourdes Furtado, a etnógrafa Lúcia Hussak, a geógrafa Maria Thereza Prost, o botânico Ubiratan Moreira dos Santos, o linguista Denny Moore, a herpetóloga Tereza Ávila Pires e a arqueóloga Edithe Pereira, pelos relevantes trabalhos desenvolvidos em favor da produção do conhecimento científico, da educação e divulgação científica.

Dentre os presentes, estavam os deputados Eliel Faustino, Sidney Rosa, Cilene Couto, Eraldo Pimenta, Cássio Andrade, Hilton Aguiar, Coronel Neil, Júnior Hage, Milton Campos, Carlos Bordalo, Lélio Costa, João Chamon, Soldado Tércio e Ozório Juvenil, além do secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do Pará, Alex Fiuza de Mello, dirigentes de instituições de pesquisa e ensino superior, bem como alunos e professores dos colégios Paes de Carvalho e Rui Barbosa. 

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