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Rebeca, a prova de que a arte e o esporte transformam uma nação

É OURO! Não há palavras suficientes para expressar o orgulho de todo o Brasil por Rebeca Andrade. A ginasta de 22 anos fez história hoje como o primeiro ouro da história da ginástica artística feminina brasileira, pelo salto, depois de, três dias atrás, ter se tornado a primeira medalhista olímpica da modalidade ao conquistar a prata na categoria geral. Na terça-feira ainda poderá quebrar o seu próprio recorde (é a única atleta brasileira a ter duas medalhas em uma mesma olimpíada) e subir de novo no pódio em Tóquio, afinal de contas seu solo de “baile de favela” é um espetáculo que consegue arrancar um estrondo de gritos e aplausos mesmo da arquibancada quase vazia do ginásio, por causa das restrições em razão do covid-19.

Rebeca começou na ginástica artística com 4 anos, num projeto social. Preta, pobre e filha de mãe solo, o irmão a levava ao treino a pé em uma caminhada de duas horas até conseguir uma bicicleta para facilitar no trajeto. Trilhou o caminho aberto por Daiane dos Santos, a primeira campeã mundial negra da história, e mesmo depois de três cirurgias no joelho tornou-se este fenômeno olímpico. 

A história de Rebeca e de Dona Rosa, sua mãe, que fez o impossível para dar a oportunidade para sua filha, é inspiradora, mas já pensaram em quantas Rebecas perdemos pela falta de políticas públicas para o esporte e para a arte? Hoje comemoramos com o coração pleno a nossa menina de ouro, porém não podemos romantizar tantos obstáculos: temos a obrigação de exigir que o Governo cumpra o seu papel e possibilite que tantas outras meninas e meninos de ouro cheguem aos pódios da vida.

Arte: Atila Britto

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