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Professor da Semec desabafa

“Tem certas coisas que não dá pra entender ou fico na impressão que tudo é puro marketing, pois pouco se faz na prática desta gestão do Zenaldo. Acabei de sair de uma triste e lamentável reunião na Escola Manuela Freitas, que fica localizada em frente ao Berço de Belém, em São Braz. A referida reunião era pra comunicar que o EJA está sendo extinto da escola e todos os alunos que até aqui se pensavam que estavam matriculados e já em curso o ano letivo “devem dar seu jeito” e os professores procurarem a SEMEC pra lotação em outra escola, simples assim. O pau cantou na reunião, deveras! Ninguém em sã consciência concordaria com argumentos tão sem lógica, o do que a Escola não atingiu o numero mínimo de alunos por turma, que são 25. O fato é que há turma de 18, 19, 24 e ainda não encerrou as matrículas e as aulas ainda estão iniciando. É claro que o motivo não é esse, mais sim uma briga com a diretora da escola que não acompanha, defende, participa ou tão pouco vai ao trabalho, deixando Manuela Freitas acéfala o ano todo. Para conhecimento de todos, a Escola Manuela Freitas funcionava na Gentil e a prefeitura fechou arbitrariamente para reforma e está lá, somente os escombros, deixando alunos, professores e corpo técnico vagando pelos porões de prédios na periferia como foi no Lar de Maria, Capuchinhos e agora num prédio alugado em frente ao Mercado de São Braz. Interessante se notar que em nenhum momento a SEMEC quis saber ou deu condições de trabalho aos educadores e demais profissionais.
O Ministério Público, vereadores, deputados, a Justiça paraense precisam saber disso e tomar uma atitude, pois não se detona com as vidas das pessoas desta forma.
Prefeito Zenaldo, isso é completamente contraditório com o que essa belíssima jornalista posta em sua página. Na segunda os estudantes vão pra escola e não vão arredar pé de seus direitos de estudar.”

NOTA DO BLOG: o desabafo acima é de um professor da rede municipal na caixinha de comentários do blog, no post Belém sai na frente contra trabalho infantil. Pedi ao coordenador de Comunicação da Prefeitura de Belém, Mauro Neto, o posicionamento oficial sobre o problema, antes da publicação. Ele me disse que podia publicar e depois enviaria uma nota, como resposta.

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