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“Por amor a Belém, à memória da nossa cidade, ao patrimônio histórico, à cultura e ao futuro justo e socialmente democrático, eu tenho a honra de desapropriar dois prédios de grande importância para a nossa cidade”, declarou o prefeito Edmilson Rodrigues ao assinar nesta quinta-feira, 24, os termos de desapropriação dos prédios da antiga sede do Sindicato dos Ferroviários do Pará, na Av. Ceará e do antigo Teatro São Cristóvão, na Av. Magalhães Barata, ambos no bairro de São Brás.

A Prefeitura de Belém revitalizará a edificação e a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) administrará o imóvel da Av. Ceará, que passará a ser um espaço de memória e um ponto de atendimento do órgão, aliado às políticas do setor de transporte.

Já o antigo Teatro São Cristóvão, que foi palco para diversas apresentações artísticas como cordões de pássaros, bois e quadrilhas juninas, deverá ser administrado pela Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel). “Os teatros em Belém são tradicionais já no período da Cabanagem. Até na chegada dos colonizadores há referências históricas do professor Vicente Salles que mostra a presença do teatro ao longo de toda história de Belém”, conta Edmilson Rodrigues.

A origem da denominação do bairro de São Brás remete a uma homenagem ao santo conhecido por auxiliar pessoas com doenças na garganta. Antigamente uma procissão era realizada com saída da Igreja das Mercês até o Largo de Nazaré. Entre os imóveis que vão receber intervenção da Prefeitura estão o prédio da Sefin, antiga sede administrativa na praça das Mercês; a antiga sede da Fumbel, na praça Frei Caetano Brandão; o prédio do Iasp, na Almirante Barroso; a antiga instalação E. A. Ronaldo Araújo; a antiga E. A. Dulce Accioli; o Praia Bar, em Mosqueiro; DRM Sesan, em Mosqueiro; a antiga sede do Portal do Trabalhador (Secon), na travessa Gaspar Viana; o imóvel onde funcionava o Shopping Popular (Secon); o Complexo Espaço Palmeira, sede da Copsan, na travessa 14 de Abril, e a nova sede da Procuradoria Geral do Município (PGM) na avenida Presidente Vargas.

Há muitos anos o então secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, pretendia resgatar o antigo Teatro São Cristóvão e inclusive chegou a ser executado o projeto arquitetônico pela equipe técnica da Secult, formada pelos arquitetos Rosário Lima, Mariângela Melo, Thaís Toscano, Jamir Freire Cardoso e Tales Kamel, em parceria com o escritório Couceiro & Rubim – Armando Couceiro, Alberto Rubim e Luciana Bibas -, cujas maquetes eletrônicas podem ser vistas nas fotos. A Prefeitura inclusive economizaria aproveitando esse trabalho, que está muito bom.

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