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Povos tradicionais de matriz africana do Pará celebram avanço

Neste Novembro da Consciência Negra a ativista fundadora do Centro de Defesa do Negro no Pará, professora emérita da UFPA Zélia Amador de Deus; a fundadora do Comitê Inter-religioso do Estado do Pará e Matriarca dos povos tradicionais de matriz africana no Pará, Mametu Nangetu, e Aurélio Borges, da Coordenação Estadual das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará, a Malungo, assumiram protagonismo nas conquistas oficializadas em cerimônia no Theatro da Paz, sábado à noite, quando o governador Helder Barbalho sancionou, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Chicão, o Estatuto de Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, o Estatuto da Igualdade Racial do Pará; lançou o Projeto Memorial da Consciência Negra, entregou títulos de reconhecimento de propriedade de territórios quilombolas às comunidades de São Benedito, no município de Cametá; Balieiro, em Bagre; e Cuxiu, em Bonito, e assinou o Decreto que cria o Plano Estadual de Políticas Públicas para os povos Tradicionais de Matriz Africana. Foi tudo resultado de muitos embates e perdas, tantas lideranças afro-religiosas mortas de forma cruel no Pará.

“A política de Segurança Pública é emergencial, o trabalho foi coletivo, o Comitê de Matriz Africana do Consep (Conselho Estadual de Segurança Pública), e o próprio Consep, junto com as instituições e os movimentos, incluindo o Movimento Atitude Afro Pará, Fopafro (Fórum Permanente Afro- Religioso do Pará), o Movimento Homens de Axé, a Rede Mulheres de Axé do Brasil, o Movimento Juventude de Terreiros do Pará, o Cedenpa, IBAMCA, as Comissões de Direito e Defesa pela Liberdade Religiosa da OAB-PA, Comissão de Igualdade Racial, GEAM/UFPA (Grupo de Estudos Afro- Amazônicos da UFPA) foram incansáveis nesse processo”, declarou o coordenador de Formação Política do Movimento Atitude Afro Pará, Pai Denilson D’Oxaguiã, complementando que “junto de toda esta luta ressalto o nome de Baba Tayandô (in memorian), que muito fez pelos cultos afro no Pará e sempre será lembrado neste front! Babá Tayandô presente!! Junto lembramos a Tata Kinambogi que está no Orun vibrando de felicidade por suas grandes contribuições e também sempre nos embates e construções junto aos POTMA. Lutamos muito! Enfim conseguimos! Agora a tarefa é disseminar este Plano ao conhecimento de todos os afro-religiosos do Pará! Vamos agora nos empoderar fortemente desta ferramenta de defesa, junto com o Estatuto da Igualdade Racial do Pará, para que o fortalecimento das Políticas Públicas seja efetivado nas nossas vidas! Só dessa forma vamos enfrentar firmemente o racismo religioso contra nossos cultos, tradições e liturgias. Nos respeitem, somos Fé, Somos de Axé!”, publicou o líder religioso em suas redes sociais.

O presidente da Alepa, deputado Chicão, acompanhado pelos deputados Carlos Bordalo, Professora Nilse Pinheiro e Orlando Lobato, realçou a escuta social feita para que a legislação aprovada refletisse os anseios do movimento negro: “O Pará tem que ser uma terra de direitos iguais para todos. A oportunidade independe de raça e credo. O momento que vivemos hoje, o que temos aqui é uma conquista de anos de luta. É uma vitória para o povo do Pará, do movimento negro, que é ouvido e respeitado pelo Legislativo”.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Uálame Machado, que construiu dentro do Consep a participação igualitária que resultou em medidas para garantir vidas negras, esteve presente à solenidade, assim como o presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Bruno Kono, e o vice-prefeito de Belém, Edilson Moura.

O Memorial da Consciência Negra funcionará em um prédio situado na Rua 13 de Maio, no bairro da Campina, em Belém. O novo equipamento deverá ser entregue no ano que vem, na mesma data.

A professora Zélia Amador destacou a importância da data. “O dia da Consciência Negra é importantíssimo, é uma construção do movimento negro brasileiro para que tivéssemos uma referência na história do Brasil que dissesse respeito a nós, à nossa luta, à nossa resistência. Resistência que é nossa só agora, mas já foi dos nossos ancestrais e de toda a diáspora negra no continente americano”.

A celebração do Dia da Consciência Negra encerrou com a apresentação do espetáculo musical “Missa Cubana”, executado pelo Coro Carlos Gomes, com preparação e regência da maestrina Maria Antônia Jimenez, música da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, e tendo como solistas Dione Colares,  Davi Marques, Liliana Virgínia, Marianne Lima e Tiago Costa.

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