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Pesquisa e história no Museu Goeldi

Hoje e amanhã, acontece o 1º Seminário de Pesquisa
em História das Ciências na Amazônia, organizado pelo Museu Paraense Emílio
Goeldi. Às 9 h, Aldeídes Rodrigues, chefe da Coordenação de Informação e
Documentação, abre o evento. Em seguida o pesquisador Nelson Sanjad, o Dr.
Miguel Chaquiam, da Unama, Diego Machado (FIOCRUZ/UEPA) e Éden Moraes da Costa
(Secult/FIBRA) dialogarão sobre personalidades que entraram para a história da
região amazônica.

O Dr. Nelson Sanjad, do Museu Goeldi, apresentará a
palestra “Ciência, território e
fronteiras: expedições e relatos de viagem ao rio Purus (1903-1905)
”. O
trabalho elabora análise comparada dos escritos de Euclides da Cunha sobre o
rio Purus – que até o início do século XX era um dos menos conhecidos da bacia
amazônica, e a Amazônia, com os trabalhos do célebre botânico Jacques Huber,
que em 1904, em uma expedição científica do Museu Goeldi, adentrou o rio. Euclides
e Huber se encontraram pessoalmente em Belém em 1905.

Mestre em Ciências, Éden Moraes da Costa apresentará trabalho sobre o médico
Camilo Henriques Salgado Jr.. Sob o título “De
médico a santo popular: a devoção ao doutor Camilo Salgado em Belém do Pará
”.
Camilo Salgado atuou em inúmeras instituições, incluindo a Santa Casa de
Misericórdia e a Faculdade de Medicina do Pará, com relevante contribuição à
consolidação da ciência médica. Com sua morte,  em 1938, começou um verdadeiro processo de
“santificação” em torno de sua imagem, por sua dedicação à medicina científica
e, principalmente, por sua abnegação ao prestar atendimento a pessoas carentes.
Sepultado no Cemitério de Santa Isabel, em Belém, há crença em curas milagrosas
que estaria a realizar, ainda que em outro
mundo
.


Ainda hoje, Marcelo José Pereira Carvalho e o Dr.
Márcio Couto Henrique, ambos da UFPA, e Sheila Evangelista Cuns (UFPA/Seduc), abordarão
temas que envolvem memória, saúde e doença.

Marcelo Carvalho ministrará a palestra “Entre
o diagnóstico e a terapêutica: ordem médica, representações do suicídio e
liberdade de expressão na imprensa belenense na virada dos séculos XIX para o
XX
”, resultado de seu projeto de mestrado em História Social da Amazônia
pela UFPA. A pesquisa de Marcelo privilegiou jornais impressos como fonte
histórica, confrontados com obras médicas produzidas no século XIX e início do
século XX, para identificar como o discurso médico foi apropriado no debate
local estabelecido quando ao direito individual de dispor da própria vida. O
período que compreende o final do século XIX e início do século XX teve vários casos
de suicídio cometidos em Belém, publicados nas notícias, artigos e anúncios obituários
nos jornais diários.


Entre os anos de 1919 a 1923, supostos fenômenos de materialização de espíritos
promovidos pela médium Anna Prado fizeram de Belém palco de intenso debate
religioso-científico. Na época, a elite intelectual da cidade se sentiu
incomodada com a repercussão dos fatos na imprensa. Sheila Evangelista Cuns
apresentará a palestra: “Médicos,
espíritas e positivismo no Pará: o caso Anna Prado”.


Em “Escravos no purgatório: o leprosário do
Tucunduba (Pará, século XIX)”,
o Dr. Márcio Couto Henrique analisa a
experiência dos escravos recolhidos ao antigo leprosário durante o século XIX. Com
as marcas da doença em seus corpos, eram libertados e esperava-se que se
submetessem à política de segregação que visava afastá-los do contato com o
resto da população. A documentação da Santa Casa de Misericórdia do Pará e
autoridades políticas da província revela estratégias dos escravos no
enfrentamento dessa política, utilizando a predominância numérica do leprosário
para criar uma rede de solidariedade que permitisse aos doentes se contrapor ao
tipo de nação sonhada pelas teorias higienistas da época.



No segundo dia de palestras, Rafaela Paiva, mestre e bolsista  do
Museu Goeldi, destacará “Carlos Estevão
de Oliveira e o Museu Paraense Emílio Goeldi (1930-1945): panorama documental
”,
apresentando resultados preliminares da pesquisa: “Intérpretes da Amazônia: a produção científica do Museu Paraense Emílio
Goeldi nos anos 1930-1945
”,  período que marca a gestão
do pernambucano, advogado, poeta e folclorista Carlos Estevão de Oliveira.


Examinar o pensamento do escritor paraense José Veríssimo no que tange aos
estudos das ciências naturais e as suas ideias sobre educação científica
feminina na virada do século XIX para o XX, momento da transição do regime
imperial para o republicano, é o tema da palestra de Lêda Valéria, professora
da UFPA.


Mário Ferreira Simões e a arqueologia na
Amazônia (1962-1985)”
é o tema da apresentação de Helder Bruno Palheta
Ângelo, do Museu Goeldi. O foco está nas pesquisas arqueológicas promovidas
pelo MPEG, quando Mário Ferreira Simões esteve à frente do setor de Arqueologia
da instituição.


Já o mestre em Ciências Jairo Nascimento, da USP, apresentará na tarde do dia 9
a palestra “Mereba-ayba à varíola:
isolamento, vacina e intolerância popular em Belém, de 1884 a 1904”
. Mostrará
como o crescimento de Belém, ao longo do século XIX, provocou ou ampliou
problemas já existentes, entre os quais os da saúde pública, destacando o
desencadeamento de recorrentes epidemias de varíola.



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