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Paulo Fonteles dá nome à Comissão de Direitos Humanos


Amanhã, 11 de junho, terão passados 29 anos do brutal assassinato do ex-deputado Paulo Fonteles, aos 37 anos, no posto de gasolina Marechal 4, na altura do acesso à Alça Viária, em Marituba, na Região Metropolitana de Belém. Além do fato de ter sido crime de encomenda, executado via pistoleiros de aluguel, anunciado com antecedência pela própria vítima da tribuna da Assembleia Legislativa, até hoje está impune. Para que não caia no esquecimento, foi realizada na Alepa, a requerimento do deputado Lélio Costa (PCdoB) sessão especial em memória ao saudoso parlamentar, advogado da Comissão Pastoral da Terra e ativista social, conduzida pelo presidente da Casa, deputado Márcio Miranda, e prestigiada por representantes de movimentos sociais, da OAB-PA, estudantes e lideranças políticas, além dos amigos, familiares e filhos Paulo Fonteles Filho, Juliana Fonteles, Ronaldo Fonteles e João Fonteles e a ex-esposa Hecilda Veiga. 
Os familiares de Paulo Fonteles e Edmilson Rodrigues
Em seu pronunciamento, o presidente Márcio Miranda enfatizou o protagonismo e a coragem de Paulo Fonteles na luta pelos direitos humanos e sua importância para o Parlamento. “Este momento é uma forma de reconhecer e relembrar a atitude de um homem que, em meio à ditadura, teve a coragem de se posicionar em favor dos trabalhadores que lutavam por um pedaço de terra e estava sempre atento aos direitos dos menos favorecidos. Foi um deputado atuante, trazendo sempre para a Casa os clamores do povo e nós temos que reconhecer a sua história, as suas lutas. Ele tem o nosso respeito”, observou. 

“Era um deputado de muita coragem que lutava pela democracia e reforma agrária. Ele representa a luta, a verdade e justiça e esse legado deixado por ele nos traz a responsabilidade para continuar a defender essas causas no Parlamento, que é a Casa do Povo”, destacou Lélio Costa. 

Um dos momentos marcantes da homenagem foi o depoimento de Paulo Fonteles Filho, que relembrou fatos dolorosos. Ele nasceu no cárcere da ditadura. Torturaram sua mãe grávida e tentaram algemá-lo ainda bebê, com apenas 20 dias de vida. Marcas indeléveis de tempos de barbárie. Paulo afirmou que seu pai defendia direitos igualitários para homens e mulheres, reforma agrária, melhores condições de trabalho, justiça e democracia. “Esta sessão é importante para registrar um momento da história política do Pará e do Brasil. Ele foi um líder que lutou pelos movimentos da redemocratização e pelos direitos humanos e nos ensinou a seguir adiante”, testemunhou, emocionado. 

A Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor – instituída na Assembleia Legislativa do Pará por Paulo Fonteles – agora eterniza o nome de seu idealizador. O projeto de Resolução nº32/2015, de autoria do deputado Carlos Bordalo(PT) foi aprovado à unanimidade e a sala da comissão passou a ser denominada Deputado Paulo Fonteles. “Esta é uma forma de prestar nossas homenagens a esse homem que nos ensinou a lutar de cabeça erguida diante de injustiças, mostrando que é possível construir uma sociedade mais justa e igualitária”, disse Bordalo. 

Para o deputado federal Edmilson Rodrigues(PSOL), Paulo Fonteles deu exemplo de vida. “Ele era um combatente e foi vítima do próprio sistema que combatia. E hoje estamos aqui não para comemorar a sua morte, mas relembrar a morte de alguém que merece ser lembrado eternamente por suas lutas e histórias que nos inspiram a continuar lutando contra a ditadura e o sistema de violência e impunidade”. 

Durante a sessão, foi exibido o site do Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos, que será lançado na semana que vem, além de um vídeo com entrevista de Paulo Fonteles na época de sua candidatura à Constituinte.

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