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A palavra convence mas o exemplo arrasta

O empresário, a madrinha, o aprendiz, a juíza, a desembargadora e o juiz


Hoje de manhã, em palestra-show para mais de quinhentos adolescentes de 14 a 17 anos, todos estudantes de escolas públicas dos bairros da Pedreira e Telégrafo, o juiz Wanderley Oliveira, da 3ª Vara da Infância e da Juventude,  a procuradora do Trabalho Rejane Alves, a desembargadora do Trabalho Zuíla Dutra e a juíza Vanilza Malcher mobilizaram a garotada e todos viveram momentos de grande emoção. 


Zuíla Dutra protagonizou um dos pontos altos ao incentivar os adolescentes dando o seu próprio exemplo de menina pobre do interior que venceu na vida à custa de muito esforço e, sobretudo, dos estudos. “Sonhem, sonhem, acreditem em vocês! Eu fui trabalhadora infantil, nas suas piores formas. E se naquela época alguém comentasse que um dia eu seria uma desembargadora do Trabalho, nomeada pela presidência da República, talvez ninguém acreditasse,  diante da situação em que vivia. Nós tínhamos dificuldades de ter alimentos na nossa casa, material escolar, uniforme, nem pensar! Quem conhece a história da minha vida sabe o que passei para estudar, desde pequena. Éramos cinco irmãos, nossa mãe era analfabeta, mas uma sabedoria ela sempre teve: é na escola que vou fazer com que os meus filhos tenham uma vida diferente. Então, ela fazia tudo para a gente estudar, embora tivéssemos que trabalhar o turno da escola era sagrado, e na nossa cabeça o estudo passou a ser o único caminho que nós tínhamos para mudar de vida; não havia outra saída, era estudar ou estudar; ou então permanecer onde estávamos“, relatou, emocionada, para a plateia literalmente em transe com o que ouvia.

Outro momento eletrizante foi quando o adolescente Wallace Jr., de 15 anos, que cursa o 2º ano do ensino médio na Escola Estadual Antonio Gondim Lins, que fica entre a WE-68 e a WE-65, no Maguari, em Ananindeua, entregou seu currículo à juíza do Trabalho Vanilza Malcher, já com 14 cursos que fez desde que foi incluído no projeto Acadêmico Padrinho Cidadão. Escreveu que seu objetivo é ser aprendiz. A magistrada apresentou-o a todos, como exemplo. O empresário Rodrigo Garcia, da Síntese Moradia, empresa de engenharia e construção que estava presente, contratou o garoto na hora, como aprendiz. Todos no auditório da Escola Salesiana do Trabalho desabaram no choro. A madrinha-cidadã do estudante é a universitária Wanessa do Nascimento Martins, que cursa o 5º período de Direito na Faculdade Maurício de Nassau.

A palestra do juiz Wanderley Oliveira foi bem dinâmica e animada, e acabou ganhando até uma coreografia dos estudantes. O magistrado deu enfoque à formação profissional porque nesse período de desenvolvimento acima de tudo os adolescentes precisam ter  escola e a formação no sentido profissionalizante e, para combater com eficácia a vulnerabilidade, o foco deve ser na educação e na preparação familiar. “É o nosso dever e a nossa responsabilidade”, acentuou.

Também participaram das atividades na Escola Salesiana do Trabalho, dirigida pelo padre João Sadeck dos Santos (que por sinal é santareno), o secretário adjunto de Estado de Educação, José Roberto Silva, a coordenadora e professora da Faculdade Maurício de Nassau/Unama Eva Franco, o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego no Pará, Miriquinho Batista, e diversos acadêmicos padrinhos-cidadãos e servidores do Tribunal Regional do Trabalho.

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