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Pará ainda exporta basicamente commodities

Quinto maior exportador do Brasil, com acumulado de US$ 10.646.686.843 bilhões, equivalentes a 77.255.247 toneladas, no período de janeiro a junho de 2022 – variação negativa de -25,34% em comparação ao mesmo período do ano passado, o Pará continua refém das commodities minerais e agrícolas, que causam danos ambientais e sociais, não geram empregos e voltam em forma de produtos industrializados pelos quais se paga muito mais caro. Como não é possível precificar esses produtos primários no mercado mundial, mesmo se estiver bem em sua economia interna o Brasil é invariavelmente afetado pela crise em outros países. Por exemplo: se a cotação da soja aumenta internacionalmente, seu preço também sobe no mercado interno, por maior que seja a produção brasileira. Nesse cenário, os produtores preferem exportar ao invés de vender para o comércio nacional. Ou seja: a escassez sempre é um fantasma presente. No quesito importação, na décima sétima posição, o Pará importou US$ 1.191.413.869 bilhões. Os dados são do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (CIN/FIEPA), tendo como base os números do Ministério da Economia.

O setor mineral, com US$ 8.832.833.758 bilhões, é responsável por 83% das exportações paraenses. O minério de ferro continua o carro-chefe: US$ 6.292.360.322 bilhões, 60% do valor total exportado pelo Pará, fechando o período de janeiro a junho com a variação negativa de -39,73%, por conta das quedas nas bolsas de valores asiáticas, de até 11%, e nas balanças comerciais de diversos países. O maior comprador é a China.

O segundo produto de maior relevância para a balança comercial do Pará é a soja, que também tem como o seu principal destino a China. No total foram US$ 932.093.479 milhões exportados, com variação positiva de 71,03%, e a participação de 8,75% no total exportado pelo Estado.

De acordo com análise da Fiepa, diversos produtos tiveram destaque positivo no período, como o ferro fundido bruto não ligado, que aumentou em 486,20%, totalizando US$ 62.037.815 milhões exportados para os Estados Unidos; e o minério de estanho, que teve crescimento de 2.248,80% e valor exportado de US$ 10.213.392 milhões para a Malásia.

Entre os demais produtos que se destacaram na pauta de exportação, o dendê, na ordem de US$ 15.401.768 milhões, apresentou variação positiva de 994,24% e a Suíça foi o principal país comprador.

Quanto à madeira, as exportações obtiveram valor de US$ 221.947.275 milhões, em que o principal comprador são os Estados Unidos; e a castanha do Pará vendeu US$ 6.697.183 milhões, crescimento de 47,14%, e tendo como principal destino os Estados Unidos.

As carnes de bovinos também tiveram resultado positivo, com volume de US$ 341.822.315 milhões exportados, principalmente para a China, e aumento de 52,65% no período. Ainda nessa pauta, os bovinos vivos aparecem com variação positiva de 235,84% e valor exportado de US$ 61.996.774 milhões, tendo o Iraque como principal país destino. No que se refere ao cacau foram US$ 708.345 mil para o Japão, principalmente, crescimento de 362,44% no valor exportado.

Mesmo com todas as vantagens estratégicas do Porto de Vila do Conde, em Barcarena(PA), o Porto de São Luís do Maranhão ainda lidera as exportações do minério de ferro paraense, acumulando US$ 6.292.360.322 bilhões, com 69.314.505 toneladas no primeiro semestre deste ano, configurando queda de -39,70% em comparação a esse período em 2021. O Porto de Belém teve a alumina calcinada como principal produto exportado, no valor de US$ 922.043.875 milhões, 2.363.753 toneladas e variação positiva de 21,90%. Já o Porto de Santarém, que recebe a produção do Centro-Oeste via Miritituba, distrito de Itaituba, tem como principal produto exportado a soja, totalizando US$ 97.224.564 milhões, 173.819 de toneladas e variação positiva de 13,06% em relação ao mesmo período do ano passado.

As importações sofreram aumento significativo de 71,43%, o equivalente a US$ 1.191.413.869 bilhões e 1.916.430 toneladas. Os principais países fornecedores de produtos para o Pará nesse período são EUA, Rússia, Colômbia, China e Espanha, respectivamente. O principal produto importado pelo Estado foi o gasóleo (óleo diesel), totalizando US$ 174.126.578, e o principal fornecedor, os Estados Unidos, que avança na venda de produtos de valor agregado ao longo dos anos. Neste primeiro semestre as importações estadunidenses acumularam US$ 546.929.661 milhões.

A lição histórica dos EUA salta aos olhos mas jamais foi copiada pelo Brasil, cuja economia ainda não alcançou nem o cenário que os norte-americanos já tinham em 1879, quando as exportações de manufaturas aumentaram de forma acentuada, de modo que em 1914 os Estados Unidos já haviam alcançado a liderança mundial na produção manufatureira. Com três séculos de atraso, a economia brasileira patina pela falta de investimentos em conhecimento científico e tecnológico.

A Rússia, principal vendedora de outros cloretos de potássio, diidrogeno-ortofosfato de amônio, ureia, além de adubos e fertilizantes, de grande importância para o agronegócio parauara, mantém as relações comerciais inalteradas com o Pará.

O risco da recessão global derrubou o preço do barril do petróleo, além das políticas dos governos federal e estadual com a reclassificação dos combustíveis como bens essenciais, que limita a alíquota do ICMS.

Para o segundo semestre, a expectativa otimista do Centro de Negócios Internacionais da Fiepa é o retorno do Estado do Pará ao primeiro lugar no ranking de saldo, devido à volta das vendas para os países do bloco asiático, em especial a China, e a aproximação comercial do mercado estadunidense trouxe esperança de crescimento expressivo das exportações do setor de alimentos & bebidas e da madeira paraense.

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