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Os japoneses e a juta no Baixo Amazonas

O chefe da Casa Civil do governo do Pará, José Megale, garante que está tranquilo quanto à vaga no Tribunal de Contas dos Municípios, que almeja. Ainda mais com a posição oficial da Procuradoria Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal, que já decidiu, por maioria de votos, que a PEC da Bengala não pode ser estendida a outros servidores, como desembargadores, juízes e conselheiros de tribunais de contas, até o julgamento do mérito, com o que foram derrubadas as liminares já concedidas.

Representando o governador Simão Jatene na sessão de ontem na Assembleia Legislativa, quando foi celebrado o marco de 120 anos da imigração japonesa no Brasil, Megale  lembrou que a imigração japonesa na Amazônia promoveu uma singular experiência de desenvolvimento agrícola com a introdução das lavouras de juta nas várzeas do rio Amazonas e de pimenta-do-reino nas áreas de terra firme, ambas trazidas de possessões britânicas, como antítese da transferência da seringueira, levada pelos ingleses para as suas colônias na Ásia. 

A lavoura de juta atingiu seu auge na década de 1960, com mais de 50 mil agricultores envolvidos no seu plantio e levou o Brasil à autossuficiência de fibra de juta em 1952. Já a lavoura de pimenta-do-reino alcançou o apogeu na década de 1970, quando mais de 35% do valor das exportações do Estado do Pará era decorrente do produto, que perdeu sua importância com o crescimento do setor madeireiro, da mineração e da pecuária. 

A esse respeito, aliás, no post “Dia da Imigração Japonesa no Pará”, recebi interessante comentário, da lavra do escritor Ademar Amaral: “Franssi, lembro também da importante imigração japonesa que implantou a juta no município de Parintins e de lá para toda a Amazônia. Oriunda da Índia e Paquistão, a juta foi uma saída econômica, uma tentativa de substituir a derrocada da borracha, causada 30 anos antes quando os ingleses levaram clandestinamente 70 mil sementes de seringueiras da região do Tapajós, do mesmo local onde mais tarde Ford tentou um plantio em larga escala e fracassou. Pouco lembrada, a imigração japonesa dos Koutakusei, cuja sede era na Vila Amazônia, recebeu, em 1940, a visita do próprio presidente Getúlio Vargas, uma espécie de protetor e, mais tarde, algoz dos japoneses, quando se sentiu ameaçado do poder. Getúlio entrou na guerra e os japoneses da Vila Amazônia viraram inimigos do Brasil. O 27º Batalhão de Caçadores, de Manaus, invadiu a Vila Amazônia e muitos japoneses foram presos e enviados para um campo de concentração em Tomé Açu. Nunca mais eles foram ressarcidos do prejuízo e a Vila Amazônia se tornou espólio de guerra, sendo depois leiloada e arrematada a preço vil por uma empresa amazonense. Em 2012, no meu romance “Sementes do Sol”, tentei contar um pouco dessa história de muita luta e sacrifícios, mas essa parte pouco divulgada da imigração japonesa no Brasil ainda carece de um competente historiador para contá-la. Ademar Amaral”

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