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Operação Térmita com prazo indeterminado

O tempo passa, o tempo voa, e os crimes ambientais continuam numa boa. Vocês lembram que em 2010 a Polícia Federal deflagrou a operação Térmita? Pois é. Anteontem, sobreveio a Térmita II, a fim de desarticular organização criminosa que vem extraindo, de forma clandestina, madeira de área protegidas, bem como burlando os sistemas de controles ambientais.
Cerca de 140 policiais federais cumpriram 44 mandados, deferidos pela 9º Vara Federal de Belém do Pará. Foram 7 de prisão preventiva, 16 de condução coercitiva e 21 de busca e apreensão em sedes de madeireiras e residências nos municípios de Belém, Altamira, Uruará, Itaituba, Santarém e Alenquer(PA), além de Juiz de Fora(MG) e Alta Floresta, Várzea Grande e Colniza(MT).
 
A quadrilha fraudava a obtenção e comercialização de créditos florestais no SISFLORA e DOF-Documento de Origem Florestal. Os investigados foram indiciados pelas práticas de crimes ambientais, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e concussão. Dentre os alvos da operação figuram três servidores da SEFA – Secretaria de Estado da Fazenda do Pará e outros dois da SEMA – Secretaria de Estado de Meio Ambiente, além de empresários do ramo madeireiro conhecidos na região Oeste do Pará. Entre eles, Paulo Roberto Marinato; Alcemir Moura; Alexandre Perez Loretto; Arley Cândido de Souza; Adeilson Belém Gama; Carina Dal Col e Eldo Pantoja dos Santos, que foram presos.
 
Foram conduzidos coercitivamente, entre outros, Leandro José de Souza Costa; Iran Estumano Pereira; Juarez Augusto Rezende Alves; Márcio Silva Gusmão; Peter Garcia e Zuleide Silva dos Santos Maia.
A PF suspendeu o funcionamento das empresas Indústria e Comércio de Madeiras Canta Galo; INFAPA (Indústria de Faqueados do Pará Ltda. EPP); Indústria Comércio de Madeira Gedalla Ltda. EPP; Madeireira Anhanguera Ltda.; Madeireira Brasil – M. Silva Gusmão ME; Madeireira Babilônia Indústria Comércio e Exportação de Madeiras Ltda. ME; MSG Madeiras Ltda. ME; Mdecronos Comércio Indústria e Exportação Ltda. ME; Madeireira Batista Ltda. ME; Conselmad Comércio e Indústria de Madeiras – A. Perez Loretto ME; Paraminas Comércio e Exportação de Madeira Ltda.; Irajá Indústria Comércio e Exportação de Madeira Ltda; Oliveira e Martinelle Ltda. ME e Madeireira Madegama e Andreina Madeireiras Ltda. ME.
 
Um servidor da área de tecnologia da Sema foi conduzido para depoimento na sede da PF e estão paralisados todos os serviços de comércio e transporte de produtos florestais na Sema até a perícia da PF concluir o trabalho de coleta de dados das operações realizadas no Sisflora.
O servidor é suspeito de ter instalado um captador de senhas no computador da gerente de gestão florestal da Sema – a responsável por movimentações de créditos de madeira no Sisflora – o que permitiu que créditos de madeira em tora de determinadas empresas do Oeste do Pará fossem transformados em créditos de madeira serrada, o que aumentava o volume de produtos florestais comercializáveis e permitia que créditos virtuais fossem utilizados para acobertar madeira explorada em áreas não autorizadas ou de desmatamentos em áreas protegidas do Estado.
 
O dano ambiental está avaliado em cerca de R$ 2 bilhões.
A gerente do Sisflora, ao fazer seu relatório diário, percebeu a movimentação de créditos no sistema que, apesar de não ter sido feita por ela, foi acessado através da sua senha. Ao detectar a fraude, fez comunicação à Corregedoria Ambiental da Sema, que repassou as informações à PF. Há indícios de um segundo servidor da Secretaria envolvido no esquema, e ele também está sendo investigado.

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