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Onde os fracos não têm vez

Vejam como a burocracia incompetente está dominando a administração pública estadual no Pará. Ontem de manhã eu expus, no post Paciente com câncer sem leito no HOL, a situação de Maria da Conceição Rodrigues Ferreira, de Abaetetuba, que aguarda vaga no Hospital Ofir Loyola, e fiz apelo público ao governador em exercício, deputado Márcio Miranda(DEM), que logo ao chegar mandou ligar para o gabinete do secretário de Saúde, Hélio Franco, e pediu que resolvessem o problema. Foi a sua primeira ordem do dia. Pois bem: às 17h, recebi e-mail da assessoria de comunicação da Sespa, informando – pasmem! – que  a culpa é da paciente por estar sem leito. Sim, a Sespa passou o dia inteiro procurando algum pretexto para tentar se eximir de responsabilidades, ao invés de tomar alguma providência, como é sua obrigação 

Leiam a nota absurda, desumana, inacreditável!:

NOTA DA SESPA – A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que, de acordo com o Setor de Regulação do Hospital Ophir Loyola (HOL), a primeira solicitação de internação para a paciente Maria da Conceição Rodrigues Ferreira fazer o procedimento foi feita no dia 09 de agosto de 2013 e a internação agendada para o dia 24 de setembro de 2013. No entanto, nesse mesmo dia (24.09.13), às 13h50, a paciente disse que não iria se internar para fazer o procedimento e disponibilizou o leito para outro usuário. Conforme registro no papel de evolução feito pela enfermeira do horário, “a paciente buscará cura através da fé”. Então, o cadastro no Sistema de Regulação (Sisreg) foi cancelado e a solicitação de internação arquivada.
Em anexo, encaminho cópias de trechos dos documentos de evolução e autorização de internação hospitalar (AIH) para comprovar a informação acima.

Roberta Vilanova
Jornalista Profissional Reg.838 DRT-PA
Coordenadora Ascom/Sespa.”

Agora observem as tais cópias de fragmentos dos documentos às quais a nota se refere e verifiquem que em nenhum deles consta qualquer declaração feita pela paciente. Além de não expressarem de modo algum a vontade da dela, não provam o que diz a nota, posto que assinadas apenas por funcionárias do HOL. Pior: mais do que nulas de pleno direito, as cópias revelam que a Sespa e o HOL, longe de se preocuparem com as vidas dos pacientes com câncer que dependem de tratamento no único hospital de referência que o Pará oferece, estão unicamente interessados em se eximir de suas responsabilidades. 


Ora, se a paciente esteve na sexta-feira passada com a oncologista Dra. Patrícia – como menciono no post – e se trata também com o Dr. Dionísio, no HOL, e fez sessões de radio e quimioterapia em novembro de 2013 e ainda em janeiro deste ano no próprio HOL, como poderia ter deixado de se tratar?! Ou sumiram com os registros dela?! Ou teria virado assombração?!

Os burocratas da Sespa e do HOL passaram o dia inteiro e não se dignaram a dar um mero telefonema para pelo menos confortar a cidadã que sofre com câncer e cuja família, que é muito pobre, já fez tremendo sacrifício para arranjar o dinheiro necessário e pagar os exames que o HOL demora meses quando não anos para realizar e muitas vezes o paciente morre esperando – e eu publiquei o celular de contato! -, muito menos providenciar o leito necessário. 

É crueldade demais. E o que dizer do fato de que simplesmente ignoraram a determinação do governador em exercício? E o descumprimento dos deveres funcionais? Estamos em um Estado sem comando? Sem lei? Socorro, MP!

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