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Já disse algumas vezes e repito, fiquei emocionado com a homenagem que recebi na 25ª. Feira do Livro e Multivozes, ao lado de Dona Onete. Eu nunca havia sido homenageado em minha terra. E já são 50 anos escrevendo peças, livros, músicas. Todos da área de Cultura amargaram mais de vinte anos de escuridão na área. Passada a noite, nem bem nos mexemos e veio a pandemia paralisar tudo. Estamos voltando. Queremos voltar aos palcos, às feiras, reconquistar o público paraense que, antes, lotava as casas para nos assistir. Por isso, homenageado e tendo a oferta de publicação de um livro pela Secult, optei por reunir todos os meus textos teatrais, como uma homenagem ao Teatro, que tanto me influenciou na vida. E o trabalho ficou primoroso, com editoração de Paulo Maurício e Regina Vitória. Um trabalho de uma vida inteira, a partir de “Foi Boto, Sinhá”, que escrevi aos 16 anos de idade, até “CEP 66010-000”, que proximamente será dirigida por Paulo Santana. Há outros textos inéditos que ofereço aos interessados. Melhor ainda, o livro será distribuído pelas bibliotecas públicas de todo o Pará.

Foram muitas entrevistas e um encontro com o público, na companhia de Relivaldo Pinho, muito agradável pela participação da platéia. Houve também a apresentação do monólogo “Joana”, na Arena das Artes, de minha autoria, com Zê Charone. Uma overdose. Meu agradecimento ao Secretário Bruno Chagas pela acolhida e à equipe da Secult. A Boitempo aproveitou o ensejo para lançar o livro “Eu já morri”, com contos meus, oitavo trabalho publicado por essa grande editora e melhor ainda, na presença de Ivana Jinkings, que veio conferir. Se um escritor fica feliz ao lançar mais um livro, imaginem minha alegria ao lançar duas obras! O lançamento em São Paulo é no dia 9 de setembro, logo após o Festival Internacional de Literatura em Gramado, ao qual comparecerei, dias antes.

Um elogio à Feira que está linda, belíssimo trabalho gráfico, presença de livrarias locais, número muito maior de escritores paraenses do que convidados ilustres. O ambiente é de vibração, excelente para deixar para trás as tristezas que o Hangar passou durante a pandemia. Os shows, destacando Dona Onete e Fafá de Belém. É assim que deve ser. Adiante, a prefeitura promove evento artístico abrindo espaço para os grupos teatrais, ou seja, após uma grande noite, o sol volta a raiar para o bem da Cultura paraense.

Tudo isso me emocionou, me deixou feliz.

Edyr Augusto Proença
Paraense, escritor, começou a escrever aos 16 anos. Escreveu livros de poesia, teatro, crônicas, contos e romances, estes últimos, lançados nacionalmente pela Editora Boitempo e na França, pela Editions Asphalte. Foto: Ronaldo Rosa

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