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O Pará é uno

Dos 17 deputados que compõem a bancada federal paraense, 7 são contra a divisão, 5 a favor e 5 indecisos. Dos 3 eleitos licenciados, 2 são contra e um é a favor. Juntos, os contrários à divisão receberam, na última eleição, 1,36 milhão de votos, contra 542 mil dos favoráveis à criação de Carajás e Tapajós. Já os que não se posicionaram tiveram, no total, 580 mil votos. Se seus eleitores seguirem-nos, a divisão será rejeitada no plebiscito, ainda que os eleitores dos deputados neutros votem a favor da separação. O levantamento é do Uol.


No Senado, os tucanos Flexa Ribeiro e Mário Couto não se posicionaram. Marinor Brito (PSOL) é contra a divisão. O governador Simão Jatene (PSDB) publicamente está em cima do muro, mas nos bastidores desestimula a divisão. A ex-governadora Ana Julia Carepa (PT) é contra o desmembramento. O ex-governador Almir Gabriel (PSDB) é a favor da criação de Tapajós, mas contra o Estado de Carajás. Jader Barbalho, ex-governador e ex-quase futuro senador,  está de bico fechado. Já na Alepa a disputa é acirrada.

De acordo com cálculos do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), os custos anuais de manutenção de Carajás e Tapajós seriam de R$ 2,9 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente, o que geraria déficit de R$ 2,16 bilhões, a ser pago pelo governo federal. Em média, o Tapajós gastaria 51% do seu PIB com a máquina pública e Carajás 23%, enquanto a média nacional é de 12,72%.

Se Carajás e Tapajós forem criados, cada um terá três senadores e oito deputados federais, além de 24 deputados estaduais. O Pará remanescente teria entre 12 e 14 deputados federais e 39 deputados estaduais, contra os 41 atuais.

Caso a divisão aconteça, além dos cargos públicos comissionados e concursados, seriam criados 66 novos cargos eletivos: 2 governadores, 6 senadores, 12 deputados federais e 46 deputados estaduais.

“A posição dos políticos baseia-se em um cálculo. Eles pensam assim: se a divisão aumentar minhas chances de me eleger e de ampliar meu poder, sou a favor. Se não, sou contra. Daí acontece de alguns políticos de Belém, por exemplo, serem a favor da divisão, porque poderão subir posições na escala de poder no Pará remanescente. O DEM, que hoje é insignificante e hostilizado no Pará, passa a ter uma visibilidade enorme no Tapajós”, avalia o cientista político Roberto Corrêa, da UFPA, para quem o surgimento de novos cargos políticos e o fortalecimento das elites regionais de Carajás e Tapajós é o que move o sentimento separatista.

O exemplo é cabal: Lira Maia, o único deputado federal do DEM na bancada do Pará, se tornaria o político mais votado de Tapajós. Na eleição do ano passado, ele foi somente o 12º.

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