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O Hino à Humanidade no Theatro da Paz


Há quarenta e três anos ininterruptos a Escola de Música da Universidade Federal do Pará(Emufpa) realiza o Encontro de Artes de Belém (Enarte). O concerto da Orquestra Sinfônica Altino Pimenta, regida pelo maestro Miguel Campos Neto, que hoje apresenta a Nona Sinfonia de Beethoven, com coro e cantores solistas, no Theatro da Paz, às 20 horas, marca o encerramento do Enarte 2016 e do Ciclo Beethoven da OSAP, que executou as oito sinfonias completas deste grande compositor ao longo do ano. 

Tal projeto audacioso conta com a participação direta e indireta de vários alunos, professores e funcionários da Emufpa. Para esta ocasião especialíssima, desde agosto o Coro da Nona Sinfonia está se preparando, sob a regência do maestro Agostinho Fonseca Jr. – que une a excelência com que rege orquestras agora à regência do coro -, composto por alunos, ex-alunos e membros da comunidade. O resultado da dedicação ao estudo desta obra tão complexa que encanta o público pelo mundo há séculos será apreciado hoje.

O Coro da Nona Sinfonia conta também com a participação especial do Coro Universitário da UFPA (Coruni), que nasceu em 2015, a partir de projeto da Pró-Reitoria de Extensão, e seus componentes são unidos por um prazer em comum: cantar, regidos pela batuta da festejada maestrina Cristina Mami Owtake. O Coruni tem perfil bem eclético, canta em vários idiomas e estilos musicais, do repertório popular ao erudito. Além disso, tem papel importante no curso de Licenciatura em Música, porque para os alunos é uma vivência que articula e sistematiza conhecimentos técnicos e artísticos. Atualmente, tem entre seus integrantes estudantes de enfermagem, turismo, psicologia, física, engenharias, estatística, biomedicina e letras da UFPA, assim como alunos de pós-graduação e servidores. 

O colegiado do Curso de Música e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Produção Artística do ICA mantêm o Coruni, que estreou com a ópera La Traviata, executada com a Orquestra Altino Pimenta, no ano passado. O grupo já se apresentou em outros espaços como o Museu de Arte de Belém, Igreja de Santo Alexandre, Catedral Metropolitana, Ateliê de Arte da UFPA, Espaço Cidadão do ITEC, Reitoria, Auditório do ICA, Restaurante Universitário e outros espaços da UFPA.
O regente assistente, pianista e arranjador Ediel Sousa, a preparadora vocal, cantora e chefe de naipe Tassiane Gazé e os produtores musicais, cantores e chefe de naipe Gabriela Souza e Jônatas Flores, além da monitora de canto coral Sara Cecim, também são responsáveis pelo sucesso do coro. 

Cristina Mami Owtake é docente do Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Pará. Doutora em Execução Musical/Regência Coral pela UFBA, tem experiência na área de Música com ênfase em Regência, atuando principalmente nos temas de regência coral, canto coral e educação musical. 

Os solistas que vão estrelar A Nona Sinfonia, hoje, são Lanna Bastos (soprano), Gabriella Florenzano (contralto), Antônio Wilson (tenor) e Idaías Souto (barítono), todos de grande expressão na produção lírica local e nacional, e alguns até mesmo de projeção internacional. 

A direção geral do espetáculo é do amestro Miguel Campos Neto e a produção de Audrei Alencar. Agradecimentos especiais ao Instituto Maestro Wilson Fonseca, ao maestro Agostinho da Fonseca Neto(maestro Tinho), e aos professores Alessandra Castro, Cristian Brandão, Dione Colares, Elielson Gomes, Elienay Carvalho, Joziely Brito, Paulo Porto e Rodrigo Santana. 

A 9ª Sinfonia é considerada O hino à humanidade. Começou a ser escrita de 1822 e foi executada pela primeira vez em 7 de maio de 1824. De todas as obras de Beethoven é a que tem a história mais longa e complexa. 

Nenhuma obra serviu a tantas ideologias quanto a Nona Sinfonia de Beethoven. Até 1976, ano que marcou o fim da Revolução Cultural na China, a execução de obras de compositores estrangeiros era crime previsto em lei. Quem tocasse Beethoven, por exemplo, ia para a cadeia. Ou coisa pior.
Beethoven (1770-1827) já estava completamente surdo quando compôs sua Nona e última sinfonia. Na estreia da obra, o bem-comportado público vienense interrompeu a performance, aplaudindo no fim do primeiro movimento. Conta-se que o compositor cochilava em seu camarote e teve que ser acordado para, incrédulo, agradecer a ovação da plateia. 

Nos 175 anos seguintes, a Nona seria utilizada como símbolo, tanto para o bem quanto para o mal. Em 1942, a peça foi escolhida por Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, como trilha sonora da superioridade alemã. Um ano depois, em Auschwitz, era cantada, em checo, por um coro de meninos judeus, dessa vez como trilha da esperança.

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