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O dever cívico de ajudar vítimas de escalpelamento

O UNOPS, organismo das Nações Unidas especializado em infraestrutura, e o Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá, em conjunto com o Instituto RME, estão oferecendo um curso para mulheres vítimas de escalpelamento. Os acidentes em embarcações que não têm proteção no eixo do motor continuam a desfigurar e mutilar de modo irreversível, principalmente mulheres ribeirinhas da Amazônia, cujos cabelos compridos enroscam na máquina, arrancando o couro cabeludo e por vezes até a pele do rosto, pescoço e orelhas. Além do sofrimento físico indizível, com dor de cabeça incessante, comprometimento muscular e alterações na visão e audição, as sequelas psicológicas são atrozes. Conforme dados da Marinha do Brasil, a maior parte das vítimas, 65%, é criança. Os adultos em faixa produtiva representam 30%. Já os idosos, 5%. Em relação ao gênero, 95% das pessoas que sofrem com o escalpelamento são mulheres.

O programa, que parte de uma iniciativa da CONATPA – Coordenadoria Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário do MPT, tem como objetivo fortalecer competências importantes de empreendedorismo para incentivo à geração de renda. Criado em 2017, o Innstituto RME é o braço social da Rede Mulher Empreendedora e está apoiado em valores como igualdade de gênero, oportunidade para todos, educação, capacitação acessível e colaboração social. O foco é capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil e ajudá-las a conseguir autonomia sobre suas vidas e seus negócios.

Diagnóstico recente realizado pelo UNOPS e MPT com as mulheres vítimas desse tipo de acidente apontam que aproximadamente 73% não trabalham, mas 90% delas têm interesse em aprender mais sobre empreendedorismo, e 89% afirmaram já ter trabalhado por conta própria.

O Instituto RME redesenhou seu conteúdo de capacitação e mentoria para atender às necessidades de cada mulher. O programa é desenvolvido via WhatsApp, por medida de segurança em decorrência da pandemia e a fim de facilitar a participação das mulheres ao longo do programa, que começou no dia 17 de maio e vai até dezembro deste ano. Após 6 meses será feito um levantamento para verificar o desenvolvimento de cada aluna.

Ana Fontes, presidente do Instituto RME, ressalta que o país precisa de mais projetos como este. “Há mais de dez anos atuamos em prol da independência financeira e empoderamento de mulheres em situação de vulnerabilidade social e olhar pelas vítimas de escalpelamento é mais que um dever cívico e social… É uma questão de saúde pública”.

Essa tragédia precisa ter fim.

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