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Nova espécie de Orquídea no Parque do Utinga

O pesquisador e coordenador do Projeto “Flora do Utinga”, Leandro Valle Ferreira, do Museu Paraense Emílio Goeldi, e os pesquisadores Patrick Cantuária, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnologias do Amapá (Iepa), e Felipe Barberena, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), encontraram e identificaram no sábado (8) nova espécie da família das orquídeas no Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”. Trata-se do gênero Octomeria sp, localizado no tronco de uma árvore que caiu recentemente no interior da Unidade de Conservação, em Belém. Com o novo registro a família das Orchidaceae soma 32 espécies descritas, sendo a terceira mais rica no Parque. O estudo fortalece e preserva a biodiversidade da região, a partir da catalogação das formas de vida das plantas e fungos.

“As orquídeas são as maiores famílias de plantas, existem cerca de 28 mil espécies no mundo, quase 2.500 espécies no Brasil e 411 espécies no estado do Pará”, salienta Leandro Ferreira, explicando que uma das maiores limitações para a realização de inventários botânicos e conseguir uma coleção de referência de plantas, a exemplo das epífitas, é a localização das espécies, que se fixam nos troncos e galhos das árvores de grande porte, a muitos metros de altura. “Algumas são inacessíveis para a coleta, sem o uso de equipamentos especiais de escalada. Quando uma árvore cai na floresta, aproveitamos para realizar pesquisas e assim catalogar novas espécies de plantas e fungos”, conta o pesquisador.

O Projeto é desenvolvido em parceria entre Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) e o MPEG, desde 2018. Ao todo, 826 espécies de plantas e fungos já foram catalogadas, reforçando a riqueza da biodiversidade das Unidades de Conservação, onde ocorre a pesquisa na Região Metropolitana de Belém – Parque Estadual do Utinga, na Área de Proteção Ambiental de Belém e no Refúgio da Vida Silvestre Metrópole da Amazônia (Revis), este último abrangendo os municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Izabel do Pará.

As Unidades de Conservação funcionam como verdadeiros laboratórios de pesquisa e formação acadêmica. O Ideflor-Bio é responsável pela gestão de 27 Unidades de Conservação estaduais. Destas, 11 são de Proteção Integral, com mais de 5 milhões de hectares, e 16 de Uso Sustentável, com mais de 15 milhões de hectares. Ao todo, as Unidades de Conservação têm 21 milhões de hectares ou 16,86% do território paraense.

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