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Nota sobre o polo de gastronomia e o Museu de Arte

“Importância do Polo de Gastronomia e valorização da cultura paraense 

Diante de algumas manifestações sobre o suposto fechamento do Museu de Arte Contemporânea para implantação de um Polo de Gastronomia da Amazônia no Pará, o Governo do Estado vem a público esclarecer:

1. Tal afirmativa não tem qualquer fundamento. Aliás, jamais foi sequer cogitada pelo Governo do Estado a hipótese de fechar o Museu de Arte Contemporânea ou qualquer outro museu do Estado. Pelo contrário, a expectativa que existe é de implantação de novos, sendo um inclusive de gastronomia, como parte integrante do Polo. 

2. O Polo de Gastronomia é mais do que um projeto. É também um sonho de muitos que se arrasta há anos e que, face ao crescimento desse tema no mundo e reconhecimento das características particulares do Pará, nos tempos recentes, passou a despertar interesse de reconhecidos especialistas nacionais e internacionais, que, em associação a tradicionais “chefes” locais, vêm criando as condições objetivas para transformá-lo em realidade. 

3. O Polo, conforme desejado pelo Governo do Estado, deverá contar inclusive com um museu, laboratório de pesquisas, além de uma Escola de Gastronomia e restaurante. O estudo, a pesquisa e o desenvolvimento das técnicas culinárias destinam-se, ao mesmo tempo, à geração de novos talentos, à valorização e preservação das tradições alimentares paraenses, à integração com a academia e ao fomento das atividades dos pequenos produtores de farinha, chocolate, açaí, entre tantas outras possíveis cadeias produtivas, proporcionando aos atores locais maior conhecimento e geração de renda. Gastronomia é cultura, e como tal é parte da nossa História. 

4. Destaque-se ainda, que o referido polo se fundamenta também em estudos que integram o Programa Pará 2030, que, em última instância, define uma estratégia de desenvolvimento sustentável e harmônico para o Estado, a partir da agregação de valor aos nossos produtos e marcas, destacando nossa história e cultura como elementos para a superação da pobreza e da desigualdade, em razão do crescimento do turismo. Nesse aspecto, a gastronomia desponta fortalecida inclusive pelo reconhecimento de Belém como Cidade Criativa de Gastronomia pela Unesco, um selo de valor internacional. 

5. A escolha do espaço para implantação do Polo de Gastronomia deveu-se ao esforço de agregar ao sítio conhecido como “Feliz Lusitânia”, que já congrega manifestações marcantes da nossa história e traços da nossa cultura e memória, mais um componente com o condão de fazer um elo entre todos os seres vivos de todos os tempos e lugares, que é o alimento. Consequentemente, tem o único objetivo de agregar valor e dar maior dinamismo ao espaço onde nasceu Belém. 

6. Destaca-se que a chamada Casa das Onze Janelas, prédio histórico onde funciona atualmente o Museu de Arte Contemporânea, sempre abrigou também um restaurante, que ocupava metade da mesma. Assim, com aproximadamente 650 m², o tempo vem impondo ao museu, além das limitações naturais de um prédio que não foi concebido para o que se destina, novos desafios, uma vez que: 
a) A área disponível no prédio, mesmo que integralmente destinada ao museu, seria insuficiente diante da tendência de crescimento de acervo; 
b) Por ser prédio antigo e não concebido para tal, por razões estruturais, apresenta restrições quanto ao espaço, climatização, iluminação, entre outros fatores. 

E, justamente por isso, cada vez mais, impõe limitações à exposição de um gênero artístico que tem na sua gênese o desafio de surpreender. 

7. Por tudo isso, mais uma vez negando o discurso do fechamento do museu, a Secult foi orientada a encontrar um espaço mais apropriado, de preferência no mesmo sítio, que além de dimensões mais adequadas, já pudesse ser construído ou reconstruído com a finalidade de abrigar o Museu de Arte Contemporânea, com seu acervo completo e atendendo aos requisitos tecnológicos necessários. 

8. Nesse sentido, pelo menos três alternativas estão em estudo, conforme o que foi determinado no Decreto 1.568, de 17 de Junho de 2016, garantindo que o Museu de Arte Contemporânea continue funcionando no espaço atual, até que o novo esteja pronto para receber o seu acervo, novas exposições e ampliar sua capacidade de abrigar, valorizar e divulgar a arte contemporânea. Um dos estudos, inclusive, se dá em um prédio localizado no mesmo sítio, de dimensões mais apropriadas, quase quatro vezes maior do que o espaço atual. Ainda como alternativas está em estudo a adequação de um prédio histórico conhecido como Palacete Facciola, na Avenida Nazaré, uma das principais da cidade, ou a construção de um espaço específico na área do Novo Parque do Utinga. 

9. Logo, qualquer tentativa de desvirtuar tais fatos, além de não corresponder à realidade, por quaisquer que sejam as motivações, só contribui para prejudicar a implantação de mais um museu, além de inviabilizar o Polo de Gastronomia da Amazônia, com todos os efeitos positivos que o mesmo trará para Belém e para o Estado. 

10. Finalizando, os estudos em curso para a ampliação e melhoria do espaço destinado ao Museu de Arte Contemporânea constituem-se em mais uma prova da preocupação em se resgatar, valorizar e abrir novos espaços democráticos para a arte e cultura, como comprovadamente o Governo do Estado vem realizando ao longo dos anos.”

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