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Neste sábado, 16, postos de saúde ficarão abertos para a vacinação com foco em menores de 15 anos. Em Belém, 11 unidades vão funcionar das 8h às 14h. A campanha da Multivacinação iniciou no dia 04 de outubro e segue…

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Batizada de sagui-de-Schneider (Mico schneideri), em homenagem ao pesquisador brasileiro Horácio Schneider (1948-2018), geneticista da Universidade Federal do Pará e pioneiro da filogenética molecular de primatas, a descoberta alvoroçou a comunidade científica internacional. A nova espécie de sagui amazônico do…

Ninguém dorme em Brasília

Em Brasília, é como a ária da ópera “Turandot” eternizada na voz do tenor Luciano Pavarotti: “Nessum Dorma”. Ninguém dorme. A Polícia Federal deflagrou hoje a sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga organizações criminosas responsáveis por desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Foi decretado o bloqueio de cerca de R$ 720 milhões em bens de 36 investigados e 27 mandados de busca e apreensão de documentos  e prisão de executivos. Gente graúda foi parar atrás das grades. Entre eles, mais um diretor da Petrobras e presidente e vice-presidente de empreiteiras gigantes. Mas a operação teria vazado ontem à noite para as empresas e seus advogados, de acordo com o serpentário político, que está à base de remédios traja preta, diante dos “X” nas costas dos envolvidos. 

A Justiça Federal de Curitiba identificou pagamentos de R$90 milhões das empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato às empresas controladas pelo doleiro Alberto Youssef, apontado como o responsável por repassar os recursos desviados da Petrobras a partidos políticos, empresários e outros do esquema de corrupção. Os pagamentos eram feitos a título consultoria financeira e técnica; contudo, as empresas eram apenas de fachada.
Foram identificados depósitos de US$4,8 milhões feitos pela OAS African Investments Limited em três parcelas, entre maio e agosto de 2013, em uma conta em agência do PBK Bank, na Suíça, em nome da off-shore Santa Thereza Services, que também seria controlada por  Alberto Youssef. Também foram localizadas transferências de R$5,5 milhões feitas por consórcios liderados pela empreiteira Mendes Jr., cujo vice-presidente foi preso hoje. Há depósitos, ainda, da Investminas (R$4,3 milhões), e das construtoras OAS (R$1,6 milhão) e Engevix (R$3,2 milhões), entre outros. 

O relatório do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, responsável pelo caso, revela que durante as investigações ficou claro que “as maiores empreiteiras do País formariam uma espécie de cartel, definindo previamente as vencedoras das licitações da Petrobras, o que lhes permitia cobrar o preço máximo da empresa estatal, e que pagavam um porcentual, de 3% ou 2%, sobre o valor dos contratos a agentes públicos”.
Os valores desviados eram repassados pelos consórcios de empreiteiras a empresas terceirizadas e fornecedoras de equipamentos, que, por sua vez, repassavam-nos  a empresas controladas por Youssef, como a MO Consultoria e a GDF Investimentos, simulando a execução de serviços de consultoria.
Só o Grupo Sanko, que tem 
contratos de mais de R$3 bilhões para fornecimento de tubulações para obras da estatal, teria movimentado mais de R$33 milhões para as contas do doleiro. 

Os depósitos teriam ocorrido entre 2009 e 2013, período em que foram identificadas as irregularidades na Petrobrás. Em depoimento, funcionários das empresas de Alberto Youssef contaram que os contratos não eram efetivamente cumpridos e as empresas apenas forneciam notas fiscais. 

A PF acionou a Interpol para tentar localizar Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, e o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema do petrolão. Ambos estão com mandado de prisão expedido e na condição de foragidos da Justiça. O irmão do ex-ministro era subordinado ao doleiro Alberto Youssef, um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras e lavagem de dinheiro que teria movimentado R$10 bilhões. 

Confiram os mandados de prisão decretados pela Justiça Federal: 

Prisão preventiva:
1. Eduardo Hermelino Leite, da Construtora Camargo Correa;
2. José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS;
3. Agenor Franklin Magalhães Medeiros, da OAS;
4. Sergio Cunha Mendes, da Mendes Júnior;
5. Gerson de Mello Almada, da Engevix;
6. Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia. 

Prisão temporária:
1) Dalton dos Santos Avancini, da Construtora Camargo Correa;
2) João Ricardo Auler, da Construtora Camargo Correa;
3) Mateus Coutinho de Sá Oliveira, da OAS;
4) Alexandre Portela Barbosa, da OAS;
5) José Aldemário Pinheiro Filho, da OAS
6) Ednaldo Alves da Silva, da UTC;
7) Carlos Eduardo Strauch Albero, da Engevix;
8) Newton Prado Júnior, da Engevix;
9) Otto Garrido Sparenberg, da IESA;
10)Valdir Lima Carreiro, da IESA;
11) Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC;
12) Walmir Pinheiro Santana, da UTC;
13) Othon Zanoide de Moraes Filho, da Queiroz Galvão;
14) Ildefonso Colares Filho, da Queiroz Galvão;
15) Jayme Alves de Oliveira Filho, subordinado de Alberto Youssef;
16) Adarico Negromonte Filho, subordinado de Alberto Youssef;
17) Carlos Alberto da Costa Siva, emissário das empreiteiras;
18) Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobras;
19) Fernando Antonio Falcão Soares, lobista.

Investigados que sofreram bloqueios bancários:
1) Eduardo Hermelino Leite; 2) Dalton dos Santos Avancini; 3) João Ricardo Auler; 4) José Ricardo Nogueira Breghirolli; 5) José Aldemário Pinheiro Filho; 6) Agenor Franklin Magalhaes Medeiros; 7) Ricardo Ribeiro Pessoa; 8) Walmir Pinheiro Santana; 9) Sérgio Cunha Mendes; 10) Gerson de Mello Almada; 11) Othon Zanoide de Moraes Filho; 12) Ildefonso Colares Filho; 13) Valdir Lima Carreiro; 14) Erton Medeiros Fonseca; 15) Fernando Antonio Falcão Soares; e 16) Renato de Souza Duque.

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