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Navegação fluvial em pauta

Há quase quarenta anos, a Federação das Indústrias do Estado do Pará – Fiepa, bate na mesma tecla: a importância da navegação interior para o desenvolvimento regional, a partir do eixo de integração nacional formado pela hidrovia Tocantins-Araguaia. E desde os tempos em que a entidade era presidida pelo ex-senador Gabriel Hermes, a situação continua praticamente inalterada, embora, nesse ínterim, tenham sido consumidos cerca de R$1,6 bilhão nas eclusas e canal intermediário de Tucuruí.

Agora, com a exaustão dos terminais portuários do sul e sudeste brasileiros, e a consequente nova Lei dos Portos, surgem  esperanças de licitação e arrendamento de terminais e áreas portuárias no Pará, estimulando a alquebrada indústria naval.
Atualmente, a capacidade produtiva anual dos principais estaleiros da região Norte é de aproximadamente 60 mil toneladas de processamento de aço. Para fazer frente aos projetos de implantação e expansão de corredores hidroviários, a expectativa de demanda é de cerca de 300 novas barcaças de 2 mil toneladas cada uma, em até 3 anos, 
segundo as estimativas dos próprios estaleiros, o que exigirá investimentos na expansão da capacidade produtiva, principalmente na aquisição de máquinas e equipamentos, na expectativa de que, em médio prazo, a capacidade de produção anual chegue a 90 mil toneladas de processamento de aço, ou seja, um incremento de 50%. O investimento  previsto para este crescimento é de R$ 136 milhões, segundo os principais estaleiros. 

De olho nesse segmento, no próximo dia 06, às 8:30h, no auditório Albano Franco, Fiepa e Sudam irão promover o Encontro da Indústria Naval do Pará com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Agentes Financeiros. A intenção é aproximar os empresários da navegação das fontes de financiamento e colocar em pauta questões cruciais que travam o desenvolvimento regional há décadas. 


Afinal, o Brasil tem 60 mil quilômetros de possibilidades fluviais e lacustres, das quais só são utilizados 21.000 Km. E, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), enquanto as rodovias historicamente dominam 60% da movimentação de cargas e de pessoas, as hidrovias são utilizadas por apenas 13%.  “Sabemos, por exemplo, que o transporte de cargas pelas hidrovias é mais barato e polui bem menos que a movimentação de carretas pelas nossas rodovias. Precisamos fortalecer a nossa indústria naval”, defende o presidente da Fiepa, José Conrado Santos. 

O BNDES financia, atualmente, 14 projetos de logística na região Norte, com R$ 5,8 bilhões. Os investimentos totais para esses projetos alcançam R$ 10,8 bilhões. Dos financiamentos aprovados, quase R$ 700 milhões são para transporte aquaviário, portos, terminais e armazéns.
No modal hidroviário, o banco financia projetos de construção e reparo de embarcações de portes e finalidades distintos, com repasses do Fundo da Marinha Mercante e da linha BNDES Finame, que está operando sob as condições do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), cuja taxa fixa final é de 3,5% ao ano.
Os projetos viabilizam o escoamento da produção agrícola na hidrovia do Rio Madeira e na hidrovia Tapajós-Amazonas e os recursos se  destinam não só à aquisição de embarcações, mas também à implantação e expansão de terminais portuários privados.



Para o encontro com empresários da indústria naval, representantes do BNDES virão a Belém apresentar todas as linhas de financiamento para este setor produtivo.
A programação também reserva espaço para exposição de painéis pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Naval do Estado do Pará (Sinconapa), Fábio Vasconcelos; pelo presidente do Sindicato dos Armadores (Sindarpa), Eduardo Carvalho; e pelo professor doutor em Engenharia Naval Hito Braga, da UFPA.  O evento é aberto ao público.

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